A ressaca do tetracampeonato da Copa do Brasil trouxe um desafio imediato para a diretoria do Corinthians. O Shakhtar Donetsk, detentor dos direitos de Maycon, mudou a postura nas negociações e informou que não tem interesse em renovar o empréstimo do volante para 2026. Os ucranianos agora exigem uma compensação financeira para liberar o atleta em definitivo, de olho nos R$ 97,7 milhões que entrarão nos cofres alvinegros pela conquista nacional.
Segundo o jornalista André Hernan, o Shakhtar entende que o momento financeiro do Corinthians é favorável e, por isso, não facilitará uma nova cessão gratuita. A situação ganha contornos mais dramáticos devido a uma notificação da FIFA recebida pelo Timão, referente a pendências de transferências anteriores, o que obriga o clube a ser cirúrgico em seus próximos movimentos financeiros.
Austeridade x Manutenção do Elenco
O desejo de manter Maycon, peça fundamental no esquema de Dorival Júnior, esbarra no rigoroso planejamento orçamentário aprovado pelo Conselho Deliberativo para 2026.
Os obstáculos para a permanência:
Corte na Folha: O Corinthians tem a meta de reduzir sua folha salarial em R$ 6 milhões mensais, o que torna difícil a absorção de custos de transferência elevados.
Notificação da FIFA: Pendências jurídicas aumentam o risco de novas sanções, exigindo que qualquer acordo com o Shakhtar seja quitado à vista ou com garantias sólidas.
Valorização do Atleta: O papel de liderança de Maycon no título valorizou o jogador no mercado internacional, dificultando um desconto por parte dos europeus.
A diretoria se reunirá nos próximos dias para alinhar se utilizará parte da premiação do título para garantir a continuidade do volante ou se buscará uma reposição mais barata no mercado. Com o contrato de empréstimo chegando ao fim, a "novela Maycon" promete ser o primeiro grande teste da gestão de futebol para a disputa da Libertadores 2026.
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