As negociações entre Corinthians e Internacional para o empréstimo de Félix Torres entraram em uma fase crítica. Embora as diretorias já tenham alinhado os termos contratuais e iniciado a troca de documentos para o vínculo até o fim de 2026, um obstáculo financeiro surgiu na reta final: o Timão possui uma dívida de R$ 2,6 milhões com o zagueiro equatoriano.
O valor, referente a pendências acumuladas, gerou um desconforto no Beira-Rio. O Internacional, que busca um substituto imediato para Vitão (vendido ao Flamengo), estabeleceu esta quinta-feira (8) como prazo máximo para que o Corinthians solucione o débito. Caso a situação não seja resolvida, o clube gaúcho ameaça desistir do negócio e buscar outros nomes no mercado.
Alívio na folha e o Transfer Ban
Para o Corinthians, concretizar a saída de Félix Torres é uma questão estratégica que vai além das quatro linhas. O clube busca uma economia severa na folha salarial e vê no empréstimo a chance de liberar espaço para novos registros, como o de Gabriel Paulista.
Vale lembrar que a própria chegada de Félix Torres em 2024, vindo do Santos Laguna, gerou o atual transfer ban da FIFA que assombra o clube. Resolver a situação do defensor com o Internacional é parte do "quebra-cabeça" financeiro para normalizar as operações do departamento de futebol.
Cenário de Incerteza
Se o acerto melar, o Corinthians ficará com um jogador fora dos planos técnicos, mas que segue onerando os cofres. Já o Internacional sinaliza que não pretende esperar por muito tempo, visando fechar sua defesa para o início do Gauchão.
A cúpula alvinegra trabalha nos bastidores para tentar um parcelamento ou a quitação imediata da dívida com o atleta, evitando que o retrocesso na negociação prejudique o planejamento de 2026. As próximas horas serão decisivas para definir se a "muralha equatoriana" desembarcará em Porto Alegre ou se continuará sendo um problema administrativo no Parque Jorge.
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