22/8/2019 17:52

Confiante com o Corinthians, Gabriel detalha função e explica como virou titular de Carille

Enquanto "curte" Timão, volante tem ideia de jogo bem definida e vai atuar na Sul-Americana

Confiante e fisicamente muito bem, Gabriel é um espelho do atual Corinthians. Titular da equipe, o volante tem uma ideia tática clara de como fez para se tornar peça importante na evolução do jogo alvinegro neste segundo semestre.



Enquanto curte o Timão e sua estrutura, Gabriel entra em cada jogo com a noção exata de qual a sua função, seguindo as orientações do técnico Fábio Carille. Nesta quinta-feira, às 21h30, contra o Fluminense, no primeiro jogo das quartas de final da Copa Sul-Americana, na Arena, será mais uma vez titular no 4-1-4-1 do Corinthians.

– Carille me pede para fazer o time jogar, dar mobilidade para a equipe, ocupar bem os espaços. Na marcação, estar bem preenchido na parte do funil. Bem posicionado, também olhando a linha de frente e a de trás, tentando fazer pêndulo ali no meio para não deixar buraco no nosso time. Atacar marcando. Muitas vezes, o time está atacando e eu já tenho que olhar como está para não tomar o contra-ataque – explicou o volante ao GloboEsporte.com, e seguiu:

– Também com a bola me apresentar para jogar. Finalizar mais para o gol quando tem a chance. Quando não tem, fazer o time girar a bola com mais velocidade. Tudo isso vem crescendo, principalmente com a bola para a equipe ter mais oportunidades de gol que vêm acontecendo.

Gabriel participou dos nove jogos do Corinthians pós-Copa América. Foi titular nos últimos oito.
O volante ganhou a posição depois da lesão de Ralf, que já voltou à rotina de treinos, mas deve ficar no banco de reservas. Xodó da Fiel, Gabriel é visto como um volante dinâmico e enérgico, capaz de dar passes objetivos e ajudar o time na saída de bola.

– Faz parte do meu estilo de jogo tentar um passe mais para frente. Mas isso é mais característica de jogo mesmo, tem jogo que você vai conseguir dar um passe para frente, tem jogo que vai ser mais difícil. Depende do adversário, depende da proposta do rival, da marcação. Eu sempre procuro dar os passes para frente para tentar fazer o time jogar. Aparecer para o jogo. Se alguém estiver apertado, dar opção de passe. Isso é a função que Carille vem pedindo de jogo. Todos vem crescendo. Cada um tem seu valor, seu jeito, sua importância e isso vai nos ajudar na reta final do segundo semestre para brigar pelos títulos.

Confira mais da entrevista exclusiva com o volante Gabriel:

GloboEsporte.com: em uma entrevista recente ao GloboEsporte.com, você disse estar se sentindo fisicamente muito bem. Hoje, vive uma plenitude física?

– Estou me sentindo muito bem, fisicamente bem, tecnicamente muito bem, também. E isso facilita o trabalho. Estou procurando fazer o meu melhor. Trabalhei muito, fiz tudo o que eu tinha que ter feito na minha recuperação, na parte física, também, para voltar bem. Estava me sentindo muito bem, agora estou melhor ainda, com mais ritmo de jogo, jogando naturalmente.

– Jogador demora um pouco para chegar no ritmo perfeito de jogo, já venho encontrando esse ritmo. Se não estou nele, estou bem perto.

Você sempre externa gostar muito do Corinthians, parece não ter pressa em curtir o clube, viver o dia a dia intensamente, chegar antes nos treinos e sair depois... Concorda?

– Estou nessa fase. Estou mais experiente nesse sentido. Acabar o treino e ir aproveitar um pouco a estrutura que o Corinthians nos proporciona, um CT onde você tem tudo. Tem todo o respaldo e tudo que você precisa fazer para estar bem para o jogo. Aproveito muito bem. Espero aproveitar ainda mais essa estrutura, que é com certeza uma das melhores do Brasil. Estou curtindo demais o Corinthians. Aqui, me sinto em casa, bem adaptado. Curto as pessoas que estão aqui, também. Estou feliz por estar aqui, procurando aproveitar ao máximo tudo isso.

Mais do que taticamente, como acha que se tornou titular?

– Acho que pelo trabalho, dedicação, por não desistir nos momentos mais difíceis que tive lá atrás. Acho que é mais por isso. Entrega, também. A gente procura fazer o nosso melhor. Todos têm o seu valor e são importantes. Estou crescendo junto com a equipe e isso facilita muito.

A tendência é de que você não faça parte do rodízio de peças, mas como recebeu essa possibilidade do time mudar conforme o jogo? Por exemplo, o revezamento entre Mateus Vital e Sornoza e entre Vagner Love e Boselli...

– É fácil a adaptação porque estamos acostumados. Já fiz vários jogos com Vital, Love, Boselli e Sornoza. Têm características diferentes cada um deles. Isso o Carille sabe muito bem. Ele sabe quando escalar um ou outro. Então, o Vital já é um cara mais de um contra um, do drible, de um arrasto. O Sornoza é mais de passe, de qualidade de passe. O Mauro fica mais na área, o Love se movimenta mais e abre os espaços. Como eu disse, é de cada jogador. Os quatro vem fazendo um grande ano, peças importantes para nós até para mudar o estilo de jogo, que o Carille precisa para gerar dúvida no adversário. Importante o time ter.

Muda muito o seu jogo? Acha que esse rodízio ajuda?

– Não muda muito, não, porque a gente tem uma característica de jogo que não pode mudar na função que eu jogo ali atrás. Independente de quem jogar, vou ter que fazer tudo aquilo que já falei. Isso não vai mudar, mas o rodízio ajuda. O grupo ajuda, na verdade. Comissão escolhendo quem está no seu melhor para entrar em campo, a estrutura que temos para poder aproveitar para crescer e dar aquele gás final, a qualidade dos meninos que não jogam tantos minutos... Tudo ajuda.

A que se deve a melhora de desempenho do Corinthians neste segundo semestre?

– O time está mais confiante, sim, dá para notar. Os resultados fizeram com que o time criasse personalidade, segurança para fazer o jogo. As atuações. Fazendo grandes jogos, isso eleva o nível da equipe. Costumamos dizer que não dá para ser abaixo disso, tem que sempre ser melhor do que nós atingimos. Queremos os títulos que vêm. Não pode cair o rendimento. Um jogo ou outro pode ser que aconteça, mas vamos brigar até o fim para ganhar. Isso vem acontecendo. As atuações não caíram e espero que não caiam, estamos trabalhando.

– Mudaram os resultados, personalidade e confiança do time para jogar. Isso proporcionou a briga pelos títulos.

Como a demissão de Fernando Diniz do comando do Fluminense pode influenciar no jogo desta quinta-feira?

– Essa notícia para nós não muda muito. Nosso estilo de jogo tem que ser igual contra qualquer adversário. Mas talvez a proposta do Fluminense mude um pouco. Com o Diniz, o estilo era definido. Com o interino, pode mudar. Temos que estar preparados para o que vier.

Com a subida do Corinthians no Brasileirão, fica mais difícil ainda dizer que a prioridade é só a Sul-Americana. Como dividir as atenções?

– Sul-Americana é mais curto. A gente sempre disse que não tem como priorizar até porque a gente não podia abrir mão do Brasileirão faltando muitas rodadas ainda. Sabíamos do nosso potencial, da nossa qualidade para poder chegar forte e para ser campeão. O primeiro passo é entrar no G-4. Times lá da frente começaram a tropeçar e conseguimos vitória importante contra o Botafogo. Sul-Americana é tiro curto, tem mais cinco jogos para o título. Estamos mirando o dia da final do Paraguai, mas é jogo a jogo. Não dá para pensar lá na frente com jogos antes. Ainda não priorizamos. Os dois títulos ainda são reais.



Conversou com Ralf desde que ele voltou da lesão?

– A gente sempre conversa. Mesmo quando eu estava lesionado, depois ele. Nossa relação não vai mudar. Isso não pode existir dentro do futebol, é algo natural. Somos em quase 40 jogadores e vão jogar 14. Tem jogador que vem trabalhando forte, tirando eu e Ralf, com poucos minutos e está motivado, também. A relação de um para outro não pode mudar por essa questão.

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1152 visitas - Fonte: Globoesporte.com

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