Tratada como um trunfo pela direção do Corinthians no plano de reestruturação do clube, especialmente pela presença de Fred Luz como CEO, a parceria com a consultoria Alvarez & Marsal terminou oficialmente na quarta-feira com o pedido de rescisão por parte da empresa. Nove meses se passaram desde a celebração do acordo, em julho do ano passado. Neste período, porém, o trabalho esperado jamais se concretizou - na análise de ambos os lados.
Desde 2024, as duas partes não falavam a mesma língua, resultando em um afastamento natural entre clube e empresa. Segundo apurou o ge , o plano traçado pela Alvarez & Marsal pouco avançou diante de visões diferentes. Como se ambos quisessem curar a doença, mas o clube pouco disposto a tomar os “medicamentos” para sanar o grave problema financeiro.
A dívida do Corinthians, segundo balanço divulgado e reprovado pelo Conselho Deliberativo, alcançou o patamar de R$ 2,5 bilhões. O clube viu um aumento de R$ 829 milhões no passivo total só no primeiro ano de gestão de Augusto Melo. Algumas situações colaboraram para o cenário, como o investimento no futebol. A empresa defendia uma política mais tímida de gastos, enquanto a diretoria foi atuante na janela de transferências de meio de temporada.
Embora os investimentos tenham ocorrido de maneira reduzida na compra de direitos econômicos de atletas, o clube fez movimentos como trazer Memphis Depay, em contrato que pode chegar até R$ 120 milhões. A Esportes da Sorte, principal patrocinadora, vai arcar com R$ 57 mi. Diferenças como essa sobre a política de investimentos no futebol masculino afastaram cada vez mais Fred Luz da estratégia de recuperação.
Em novembro, ele deixou de ser CEO para se tornar um consultor, em readequação do contrato. Neste novo tipo de acordo, Fred Luz era pouco “ou quase nada”, segundo relatos, consultado para tomada de decisões. A Alvarez & Marsal era representada no Corinthians por André Lavieri, que atuava diretamente no departamento financeiro. Porém, como um “funcionário” do clube.
Todo o desgaste dos meses passados chegou ao limite na sexta-feira. Por questões de saúde, Pedro Silveira, elo direto entre empresa e clube, pediu para deixar a diretoria financeira. Na visão da Alvarez & Marsal, não havia mais sentido em seguir o trabalho. Havia também o receio de quem poderia substituir Pedro Silveira na vaga de diretor financeiro, em virtude das movimentações recentes do clube. Augusto Melo ainda não definiu este nome.
A questão política pressiona Augusto Melo, que indicou, por exemplo, nomes como Edgard Soares na diretoria de marketing e Carlos Roberto Elias no feminino. O pedido de rescisão veio na quarta-feira, 30 de abril, para não virar o mês, o que aumentaria o gasto do clube. As duas partes, insatisfeitas com o andamento do serviço, decidiram em “comum acordo” encerrar a parceria que surgiu como uma promessa para o Corinthians arrumar a casa e se recuperar financeiramente.



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