26/6/2022 09:41

"Estou com o Boca na cabeça" - Vítor Pereira justifica atuação apática no clássico

Técnico explica escalação utilizada em empate sem gols contra o Santos; na terça-feira, Timão inicia mata-mata da Libertadores contra argentinos

O técnico Vítor Pereira admitiu que as mudanças "forçadas" no Corinthians afetaram o desempenho do time no empate sem gols com o Santos, neste sábado, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro.



O técnico falou sobre a gestão de elenco que teve de fazer às vésperas de uma decisão contra o Boca Juniors, terça-feira, às 21h30 (de Brasília), em casa, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.

– Naturalmente que, quando tem que mudar, tem que mudar, fica um jogo menos controlado. Sabíamos que correríamos esse risco, mas temos que correr o risco. Se não fizermos a gestão dos jogadores. Fagner fez um jogo completo como não fazia há muito tempo. João Victor vinha de um tempo parado há muito tempo e sentiu uma pancada no pé, precisamos resguardá-lo.

Foram seis alterações em relação à equipe que goleou o mesmo Santos por 4 a 0, quarta-feira passada, pela Copa do Brasil – não começaram jogando neste sábado Fagner, João Victor, Lucas Piton, Giuliano, Willian e Róger Guedes.

– No meio, Maycon está fora, Renato está fora lesionado, o Du sentiu. Era 45 minutos Du e 45 o Giuliano. Cantillo está fora por castigo. Na frente não tínhamos o Róger, apostamos no Felipe. O Júnior Moraes estava parado e tentou ajudar, mas estava há muito tempo fora. O cenário é este. Não posso dizer mais nada. A realidade é essa – comentou Vítor Pereira.

Depois do empate, Vítor Pereira já voltou o foco para o Boca Juniors, no qual continuará com desfalques. Cantillo, suspenso pela Conmebol, é um deles. Du Queiroz passou a ser preocupação, e Renato Augusto, que não ficou nem no banco de reservas neste sábado, também é dúvida.

– Parece que surge na altura que de fato estamos a passar uma fase que vocês imaginam. Acaba um jogo e começo a pensar, tentar perceber que time vou apresentar. Não está fácil, não está fácil. Mas o Corinthians é feito de homens de luta, homens de trabalho, homens resilientes, homens que sabem sofrer também. Vamos com esse espírito para jogar com o Boca.

– Já estou com o Boca na cabeça. Penso que, ainda mais neste ano, vamos ter treino de recuperação amanhã. Na segunda, ainda vão se recuperar. Na terça vamos jogar outra vez. Não temos que viajar. Isso tem surgido lesões em todas as equipes. Todos os clubes estão com jogadores lesionados porque é desumano. (...) Um clássico é muito importante. Os clássicos são sempre importantes, jogos especiais. Clássicos são para ganhar, não para jogar, costuma-se a dizer. Ganhamos um bom clássico há três dias, hoje tivemos um jogo mais difícil até pela postura do Santos e mexidas que tivemos que fazer. Lutamos, trabalhamos muito, quisemos ganhar.

O empate no clássico leva o Corinthians aos 26 pontos na tabela, ainda na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. O elenco terá treinos domingo e segunda-feira antes do jogo contra o Boca.

Veja outras respostas de Vítor Pereira:

Time desfalcado
– O pacote não contempla empate e nem derrotas, vai sempre a vitória (risos). Naturalmente, estamos curtos no sentido de que temos lesões importantes, temos um jogo com o Boca Juniors daqui a três dias. Tivemos que fazer gestão, e mesmo fazendo a gestão voltamos a ter um problema com o Du Queiroz. É um jogo que queríamos os três pontos, queríamos lutar pelos três pontos. Foi um primeiro tempo um pouco atípica, com muita correria e transição, porque não conseguimos ficar com a bola. Tivemos que acalmar um pouco.

– No segundo, criamos duas ou três situações de gol, poderíamos ter conseguido a vitória. Sinceramente, vocês vão me ver a primeira vez falar da arbitragem. A arbitragem de hoje me lembrou as de antigamente. As diretrizes atuais são para se ter um jogo corrido, evitar paradas, melhorar o espetáculo. Hoje, infelizmente, assisti a uma arbitragem das antigas, com jogo sempre parado. Sempre que queríamos pressionar era falta.

Possível saída de Mantuan
– Mantuan é meu jogador, ainda é meu jogador (risos). Conto com ele para o próximo jogo. Só posso falar de Mantuan como meu jogador, não vou falar do que pode acontecer, não tenho bola de cristal, não posso prever o futuro. Falei das situações concretas. Mantuan é um jogador importante, faz mais de uma função, normalmente com qualidade. Temos que gerir porque ele também estava desgastado. Eram 45 minutos com Mantuan e 45 com Willian para ter os dois no jogo, assim como Du Queiroz e Giuliano. Conto com ele para o próximo jogo.

Gestão dos jovens
– As conversas que tenho são as que dou a minha opinião, não sou o dono do clube. Sou funcionário e dou minha opinião técnica. Os miúdos estão ajudando muito, crescendo e sentem o clube. Eles cresceram, sentem o clube, mas o futebol é também um espaço que está aberto. Nunca temos nada definido. Há várias janelas de mercado e vão acontecendo as coisas. Não sei o que vai acontecer, não tenho a bola de cristal. Eu estou satisfeito com os miúdos.

Jogo contra o Boca Juniors
– Vou confessar uma coisa: estou mais preocupado com nosso time do que com o Boca. Embora reconheça qualidade e que eles estão mais fortes, mas sinceramente tenho que perceber quem estará disponível para enfrentar o Boca. Em função destes jogadores, eu e minha equipe técnica vamos imaginar o que teremos. Teremos que abordar o jogo de outra forma, não a que quero, a possível. O conhecimento mútuo é uma vantagem por ter jogado, por ter percebido o ambiente. Posso preparar melhor a equipe do ponto emocional. Controlar emocionalmente, focar no que é tático, mas tudo vai depender dos ovos que teremos para fazer o omelete. Vamos ver qual omelete será possível. Não sei, sou honesto, teremos que pensar muito qual time que vai apresentar. Não sei quem estará disponível, teremos que aguardar quais teremos, ver as características do Boca.


Pressão exagerada por resultado
– Naturalmente não posso falar pelo Botafogo. Mas, pela experiência que temos, quando se chega a clube grande, que já não ganha título há alguns anos, normalmente aquela cobrança vai subindo, vão se passando com os anos sem títulos. O Fenerbahce não ganhava títulos há algum tempo, então a cobrança é sempre muito grande. Quando vem para o Corinthians, já sei o que as pessoas querem. Ganhar jogos, ganhar títulos, é isso que querem.

– Ganhamos do Santos há quatro dias, mas os torcedores, apesar dos desfalques e dos muitos miúdos, queriam a vitória, quer que se ganhe e se possível de goleada. Em três dias, querem que ganhemos do Boca de goleada se possível. Isso é a paixão dos torcedores, temos que entender isso, mas, ao mesmo tempo, se o clube pensar a médio prazo, tem que começar a estabelecer diretrizes para construir uma equipe cada vez mais forte.

– Estamos tentando fazer isso aqui. Crescer os jovens é para médio prazo, pois longo prazo para mim não existe. É pensar no hoje e no amanhã. Às vezes não existe este tempo. Os projetos acabam passados um ou dois jogos, afinal o projeto era outro. Temos que estar preparados para fazer o nosso trabalho, independentemente destas pontuações de hoje, que somos muito bons hoje, amanhã nem tanto.


– Com as mudanças de hoje obrigatórias, não era possível manter a mesma dinâmica do jogo de quarta-feira. Precisávamos que os lesionados estivessem disponíveis. Com menos alterações e mais qualidade, provavelmente seria possível. Quando ganha, há projeto. Quando perde, acaba o projeto. Geralmente é assim.

Fica para 2023?
– Nem sei se estarei vivo amanhã. Se mexer o pé amanhã, vamos ver. O futebol não nos permite imaginar um futuro. Por isso assino contrato de um ano. Estou, enquanto me sentir bem, enquanto se sentirem bem comigo. Se eu não me sentir bem, ou as pessoas comigo, por isso expliquei que só assino contrato de um ano.

– Não quero ser fardo para ninguém, não quero me sentindo obrigado a estar se não me sentir bem. Vamos esperar o fim da temporada. A relação que tenho com a direção é a melhor que tive na minha vida toda por onde passei. Tenho ótima relação com o clube. Estamos fazendo nosso trabalho o melhor possível, fazer com que os meninos ganhem confiança, juntar a experiência dos mais velhos e tentar formar um grupo forte. Futuro é o Boca Juniors.



Corinthians, 2022, Campeonato Brasileiro



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Pra mim ele continua um técnico ruim, com esse time eu apostva no campeonato brasileiro

Paulo Rodrigues     

Tá certíssimo professor tá fazendo un Ótimo trabalho estou entendendo a sua filosofia

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