O Corinthians de 2026 lida com uma sombra do passado que insiste em influenciar o presente. O Ministério Público de São Paulo protocolou um pedido judicial urgente para que o ex-presidente Andrés Sanchez passe a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. O órgão alega que Sanchez violou restrições impostas anteriormente ao realizar chamadas telefônicas constantes para membros da atual diretoria. O pedido de monitoramento abrange o período crítico entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, buscando mapear a rede de influência que o ex-mandatário ainda exerceria nos bastidores do clube.
Gastos Pessoais e a "Apropriação Indébita"
O processo que fundamenta essas medidas é denso e aponta para uma falha grave na gestão de recursos da instituição:
• Cartões Corporativos: A investigação identificou mais de 200 transações indevidas em cartões da instituição para fins pessoais.
• Valores Atualizados: O montante desviado, corrigido por juros e inflação, ultrapassa a marca de R$ 581 mil, o que gerou a denúncia por apropriação indébita.
• Tentativa de Suspeição: No final do ano passado, a defesa de Sanchez tentou afastar a juíza do caso alegando vínculos com seu advogado, mas o Tribunal de Justiça rejeitou a tese, mantendo o curso do processo.
Impacto na Imagem e na Estabilidade do Clube
A situação é tratada com extrema cautela pela atual gestão do elenco e diretoria executiva do Corinthians, que busca se desvincular de escândalos financeiros para manter a confiança de patrocinadores:
1. Transparência em Xeque: O desdobramento do caso reacende o debate sobre a transparência na gestão de clubes brasileiros, em um momento onde o Timão tenta consolidar seu equilíbrio financeiro.
2. Passaporte e Fuga: O pedido de apreensão do passaporte espanhol visa garantir que o ex-dirigente não deixe o país enquanto as investigações avançam para a fase de julgamento.
3. Aguardando a Defesa: Até o momento, a defesa de Andrés Sanchez não se manifestou formalmente sobre o novo pedido do MP, deixando o cenário em aberto para decisões judiciais nas próximas semanas.
O Corinthians, enquanto instituição, é tratado como "possível vítima" no processo, mas o desgaste institucional é inevitável. A leitura de jogo política indica que, caso a Justiça aceite o pedido da tornozeleira, a imagem de Sanchez — um dos nomes mais influentes da história recente do clube — sofrerá um abalo definitivo, com reflexos diretos nas alianças internas que sustentam a atual política do Parque São Jorge.
Palavras-chave: Corinthians, Andrés Sanchez, Ministério Público, Justiça, Cartão Corporativo, Apropriação Indébita, Gestão Esportiva, Parque São Jorge.