24/2/2026 11:47

Corinthians é condenado a indenizar ex-atleta de futsal aposentado por lesão

Corinthians é condenado a indenizar ex-atleta de futsal aposentado por lesão

A Justiça do Trabalho proferiu uma decisão favorável ao ex-jogador de futsal Allan Barreto, condenando o Sport Club Corinthians Paulista a indenizá-lo em R$ 1,223 milhão, em decorrência de uma lesão no joelho que o levou à aposentadoria precoce. A juíza Taiguer Lucia Duarte, da 32ª Vara do Trabalho de São Paulo, enquadrou a lesão como um acidente de trabalho, resultando em uma incapacidade total e permanente para o exercício da profissão de atleta.



No contexto da ação judicial, Allan alegou ter sofrido uma lesão no menisco do joelho direito durante uma partida em 27 de outubro de 2022. Ele sustentou que, mesmo com a lesão, recebeu a pressão do clube para continuar jogando, o que agravou seu quadro de saúde e resultou em três cirurgias subsequentes. Sua aposentadoria das competições ocorreu em fevereiro de 2025, após ter se destacado nas conquistas do Paulista e da Liga Nacional de Futsal em 2022.



A decisão judicial incluiu o reconhecimento de danos morais e existenciais, com ambas as indenizações fixadas em R$ 50 mil. A magistrada iniciou sua justificativa apontando que a incapacidade de Allan resulta em uma quebra irreversível de sua carreira, afetando diretamente sua identidade profissional e realização pessoal.



Além das indenizações, o tribunal também concedeu a Allan o direito a uma pensão por danos materiais, equivalente a 100% do que ele deixaria de ganhar até os 40 anos, considerando que atualmente ele tem 36. A pensão será paga em um único montante, mas com um desconto de 30% sobre as parcelas futuras, e os valores retroativos serão quitados integralmente.



Embora o valor exato da pensão ainda esteja em fase de cálculo, as estimativas apontam que esta pode alcançar aproximadamente R$ 800 mil, somando-se a outros valores como a indenização por estabilidade e reflexos trabalhistas a partir do direito de imagem, levando o total da condenação a R$ 1,223 milhão.



Em sua defesa, o Corinthians negou a classificação do caso como acidente de trabalho, argumentando que a lesão de Allan decorreu de um processo degenerativo, desvinculado de sua atividade esportiva. O clube contestou as conclusões da perícia médica e optou por não comentar sobre o avanço do processo legal.



Ambas as partes, Corinthians e a defesa de Allan, já protocolaram recursos, que serão analisados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). O cenário apresenta um desdobramento relevante para o clube, que enfrenta um dilema gerencial significativo em sua missão de atender às demandas legais e preservar seu planejamento para a temporada.



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