O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, enfrenta a solicitação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para a utilização de tornozeleira eletrônica, após supostas violações de medidas cautelares impostas pela Justiça. O promotor responsável, Cássio Roberto Conserino, alegou que Andrés teria se comunicado de forma inadequada com dirigentes do clube, desrespeitando uma das principais imposições legais.
A defesa de Sánchez, representada por Fernando José da Costa Advogados, classificou a medida como desproporcional e expressou preocupação com a forma como tomou conhecimento das alegações, através da mídia. A defesa argumenta que o Corinthians, o próprio clube, não confirmou qualquer irregularidade relacionada ao uso de cartão corporativo, o que fortalece a argumentação de ausência de justa causa para tal solicitação judicial.
Investigações internas realizadas pela Comissão de Justiça do Corinthians destacaram gastos suspeitos durante o último mandato de Andrés, que variam de despesas hospitalares a custos com empresas de taxi aéreo, totalizando mais de R$ 190 mil. A comissão concluiu que há falta de respaldo documental que comprove que essas aquisições estavam ligadas às atividades do clube, levantando questionamentos sobre a validade desses gastos.
Além das questões de gestão financeira, Andrés Sanchez já foi alvo de duas denúncias do MP-SP, envolvendo apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos tributários. Inicialmente, uma das acusações foi rejeitada, mas o promotor recorreu, levando o caso a ser analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo antes de ser decidido o futuro do processo.
Paralelamente, o Corinthians também está conduzindo sua própria investigação, presidida pela Comissão de Ética, que analisa a possibilidade de punições, incluindo a expulsão do ex-presidente. A próxima fase envolverá a votação do parecer da comissão pelo Conselho Deliberativo, o que poderá influenciar significativamente a trajetória de Andrés dentro do clube.
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