O Corinthians de 2026 não deixará o caso de racismo sofrido por Hugo Souza passar em branco. Para o duelo das 20h contra o Cruzeiro, o clube — em parceria com a agência AlmapBBDO — preparou um simbolismo potente: a frase "Racismo é crime. Denuncie" foi estampada na parte interna da gola. Durante o protocolo de entrada, o elenco erguerá o tecido até a altura da boca, criando uma imagem de resistência que viralizará como a face institucional do clube na luta contra a discriminação.
Educação e História Preta
A gestão de elenco e a diretoria cultural, sob o comando de Rafael Castilho, transformaram o uniforme em uma ferramenta de letramento:
QR Code e Educação: Além da gola, a camisa contará com um código que direciona os torcedores a uma plataforma de conteúdo sobre a história negra do clube e o combate ao preconceito.
A História Preta: Um patch especial reforça a campanha "A História Preta do Corinthians", celebrando o DNA operário e multirracial que fundou e sustenta o Timão ao longo dos séculos.
Denúncia Ativa: O clube reforça a importância dos canais de denúncia, como o Disque 100 e o 190, transformando a revolta em ação jurídica efetiva.
O Contexto do Mineirão
A escolha do jogo contra o Cruzeiro para a estreia da campanha é estratégica:
Visibilidade Nacional: O duelo interestadual é o palco perfeito para amplificar a mensagem de que o futebol brasileiro não tolera mais a naturalização de ofensas como as ouvidas no Canindé ("favelado", "piolhento", "sem dente").
União de Forças: A Portuguesa, embora tenha sido o cenário do crime, colaborou rapidamente na identificação e exclusão dos sócios responsáveis, mostrando que a organização tática contra o racismo é uma frente ampla entre as diretorias.
Suporte ao Atleta: Para Hugo Souza, a ação representa a blindagem moral necessária para seguir focado na performance esportiva após uma semana de turbulência extracampo.
A leitura de jogo social indica que o Corinthians assume, mais uma vez, o protagonismo político que sua história exige. No Mineirão, o placar será importante, mas a imagem da gola levantada será o registro histórico de que o clube não recua diante da covardia. O manifesto de hoje é um convite para que torcedores e instituições abandonem a neutralidade e entendam que, no campo do respeito, não existe empate.
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