14/8/2026 18:12
Stabile quebra o silêncio após protestos e saída de Memphis do Timão.
Pressionado após a saída de Memphis e sob protestos na porta de casa, Osmar Stabile rebate críticas, nega sumiço e detalha a crise financeira do Corinthians.
O terremoto institucional e financeiro no Parque São Jorge ganhou declarações públicas em tom de desafio e coloca a governança alvinegra totalmente em jogo. O presidente Osmar Stabile confirma que segue despachando normalmente na sede do clube, rebatendo os rumores de afastamento e tentando amenizar o clima de forte pressão após a controversa decisão de não renovar com o atacante Memphis Depay.
A manifestação do mandatário reage à onda de fúria que tomou conta de conselheiros, patrocinadores e torcedores organizados. Stabile contesta a narrativa de descaso com o futebol e admite que a prioridade imediata da diretoria é estancar as pendências financeiras internas com o elenco profissional antes de destinar recursos para derrubar as punições na Fifa e na CBF.
— A necessidade de reorganizar o clube nos desafia diariamente diante de cobranças pesadas de todos os lados. A diretoria admite a gravidade da situação das contas, mas a responsabilidade com a instituição nos cobra pés no chão. Não há nenhum acordo travado para abandonar o dia a dia; estou no Parque São Jorge trabalhando pelo que considero o melhor para o Corinthians — dispara o presidente em manifestação aos bastidores políticos.
Para além do desgaste público com o astro holandês — cujo estafe pode acionar a Justiça para cobrar até R$ 180 milhões —, a cúpula corinthiana tenta contornar um impasse estrutural asfixiante. A dívida global gira em torno de R$ 2,7 bilhões, somada a três ordens ativas de transfer ban que ultrapassam R$ 20 milhões, além de atrasos crônicos em direitos de imagem do time masculino, do elenco feminino e de funcionários.
A crise ganhou novos desdobramentos com inquéritos abertos pelo Ministério Público de São Paulo para apurar repasses suspeitos de segurança privada e culminou com faixas de protesto estendidas na porta da casa do próprio mandatário durante a madrugada.
Cientes de que a torcida promete intensificar manifestações nos próximos dias, lideranças das organizadas cobram mudanças drásticas na administração. O Corinthians confirma que tenta administrar a crise interna enquanto o departamento de futebol busca manter o foco nas disputas do Brasileirão e da Libertadores.
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