Focada em reduzir custos operacionais para enfrentar a grave crise financeira, a diretoria do Corinthians cortou em R$ 5,2 milhões o orçamento destinado ao basquete. No ano passado, a modalidade custou R$ 11,8 milhões aos cofres do clube, e nesta temporada a previsão é de R$ 6,6 milhões — uma redução de 44%.
Embora o orçamento seja anual, a temporada do basquete começa em agosto, o que permitiu à diretoria ajustar os números apenas recentemente. Do ponto de vista financeiro, o corte foi comemorado pela gestão de Osmar Stabile, já que o clube enfrenta um endividamento estimado em R$ 2,7 bilhões, considerado o maior de sua história.
Em meados do ano passado, chegou-se a cogitar o encerramento da modalidade no Parque São Jorge. No entanto, com apoio de parceiros comerciais, o basquete profissional masculino foi mantido ativo. Já a equipe feminina foi extinta em dezembro de 2025, como parte do processo de enxugamento de gastos.
O corte expõe o dilema entre manter modalidades esportivas tradicionais e enfrentar a realidade financeira do clube. Para o Corinthians, preservar o basquete masculino representa não apenas uma questão esportiva, mas também de identidade e história, mesmo em meio à necessidade de ajustes drásticos.
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