10/8/2026 17:49
Fim da cera! Clubes aprovam 'Lei Vini Jr' e regras rígidas para bola rolando no Brasileirão.
Clubes das Séries A e B aprovam regras contra a cera, incluindo a 'Lei Vini Jr' e saída de atleta em atendimento a goleiros, válidas na 23ª rodada.
A busca por equiparar o ritmo do futebol brasileiro às principais ligas do planeta agitou a reunião entre os clubes no Rio de Janeiro e coloca a dinâmica do Campeonato Brasileiro totalmente em jogo. O Corinthians e os demais integrantes das Séries A e B confirmam a aprovação de um pacote de normas de aplicação imediata para combater a cera, com estreia marcada para a 23ª rodada. Entre as diretrizes, ganham destaque a inclusão do "Protocolo Vini Jr." e restrições inéditas para atendimentos médicos.
A determinação da entidade máxima do futebol reage aos índices preocupantes de paralisação nas partidas nacionais. A diretoria da CBF contesta a estagnação do torneio — que registra média de apenas 52min54s de bola rolando — e admite que as alterações visam alcançar ao menos 57 minutos de jogo ativo por confronto.
— A necessidade de modernizar a nossa competição nos desafia perante o cenário internacional. A comissão de arbitragem admite a urgência do tema, e a exigência do torcedor nos cobra providências severas. Não há nenhum acordo travado para tolerar paralisações propositais; quem fizer cera será punido em campo — dispara o ambiente de bastidores da reunião.
Entre as principais inovações para resolver o impasse do antijogo está a regra que obriga a saída de um atleta de linha por 60 segundos caso o goleiro receba atendimento médico, impedindo que a pausa seja usada para orientações táticas. Além disso, o jogador que cobrir a boca ao discutir com um adversário de forma provocativa será expulso diretamente, aplicando a "Lei Vini Jr.".
Cobranças de lateral e tiro de meta agora contarão com contagem regressiva visual de cinco segundos feita pelo árbitro, sob pena de reversão de posse ou escanteio contra a equipe infratora. O pacote inclui ainda limite de 10 segundos para substituições e atuação do VAR para evitar segundos cartões amarelos indevidos. Os clubes cobram aplicação rigorosa da arbitragem para garantir o sucesso das medidas nas próximas rodadas.
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