O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, compareceu à sede do Ministério Público do Estado para prestar depoimento em um inquérito civil que investiga a administração do clube. A audiência ocorreu na última segunda-feira e durou cerca de três horas, com a presença de dois advogados e do diretor jurídico do clube, Pedro Soares.
Os promotores responsáveis pela investigação, Luiz Ambra Neto e André Pascoal, buscam esclarecer questões referentes à gestão e à situação financeira do Corinthians. Além de realizar perguntas a Stabile, eles pretendem alegar o acesso a documentos que possam complementar a análise da administração do clube.
O inquérito foi instaurado em dezembro de 2025, e sua análise passou a ser conduzida pela Promotoria após a negativa do Conselho Superior do MP a um recurso do Corinthians, permitindo o avanço das investigações. Durante o período em que as investigações estavam paralisadas, sócios do clube moveram uma ação judicial pedindo a intervenção no Corinthians, o que segue de forma independente do processo no MP.
Embora os promotores tenham defendido a continuidade da ação judicial dos sócios, ainda não se pronunciaram sobre o mérito do pedido. A partir das conclusões do inquérito, é possível que o MP proponha uma ação civil pública visando a intervenção na administração do clube ou sugira um termo de ajustamento de conduta para que o Corinthians implemente as correções necessárias.
A competência para decretar ou não a intervenção judicial é do Poder Judiciário, e não há um prazo definido para a conclusão do inquérito em curso. A gestão do Corinthians passa por um momento delicado, que pode afetar a organização tática e a performance da equipe nas competições atuais, impactando sua busca por melhores resultados e seu desempenho na tabela.
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