O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a imposição de tornozeleira eletrônica a Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians. Este pedido é fundamentado em indícios de descumprimento de medidas cautelares que proíbem o dirigente de se comunicar com membros da diretoria e de frequentar as dependências do clube, estabelecidas em dezembro do ano passado.
A ligação de Sanchez a Antônio Rachid Júnior, um conselheiro influente do Corinthians, no dia 30 de janeiro, é citada como violação das restrições impostas. O promotor responsável pelo caso, Cássio Conserino, também sugeriu a apreensão do passaporte espanhol de Andrés e a coleta de registros de chamadas de seu telefone.
Em fevereiro, o MP cogitou solicitar autorização para buscas na sede social do Corinthians, visando acessar gravações que comprovassem encontros de Andrés com dirigentes. Os despachos, emitidos em 4 e 9 de fevereiro, indicam um interesse em investigar a integridade das operações internas do clube em meio a alegações de uso indevido de recursos.
A defesa de Sanchez argumenta que ele não descumpriu as medidas impostas, o que foi reafirmado em uma comunicação formal. O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, expressou surpresa diante das notificações do MP e decidiu suspender os inquéritos internos relativos ao dirigente, citando falta de comunicação eficiente entre a diretoria e o Conselho.
As ações de Tuma são abordadas nos despachos, onde o promotor observa que o dirigente pode estar "depondo contra a própria entidade". Este desenvolvimento traz um novo elemento à discussão, uma vez que implica em uma possível desconexão entre os órgãos internos do clube e as investigações externas.
Além disso, surgiram denúncias que apontam que Andrés esteve presente nas dependências do Corinthians em datas em que a medida cautelar já estava em vigor. Essas alegações acrescentam um novo nível de complexidade ao caso, ao sugerir uma possível contrariedade às determinações legais.
A resposta irônica de Tuma ao promotor trouxe um tom de descontração ao debate, mas também sinaliza a tensão existente entre o clube e as autoridades. A situação demanda uma avaliação cuidadosa do impacto que essas movimentações terão no ambiente da gestão no Corinthians e nas futuras deliberações acerca da postura dos dirigentes.
156 visitas - Fonte: Tudo Timão