A controvérsia envolvendo o nome "SAFiel" e o Corinthians ganhou novos contornos com a oposição formal apresentada pelo clube ao pedido de registro da marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O projeto da Invasão Fiel S. A., que visa transformar o Corinthians em uma Sociedade Anônima de Futebol (SAF), busca registrar a denominação desde agosto de 2025. Entretanto, em resposta, o Corinthians argumentou que o termo "Fiel" possui uma conexão histórica e inegável com a identidade do clube.
No documento enviado ao INPI, o Corinthians argumentou que a utilização do termo "Fiel" pela Safiel é uma clara imitação das marcas já registradas pelo clube. A petição destaca que a similitude entre as marcas pode provocar confusão entre os torcedores e consumidores, uma vez que a expressão "Fiel" é amplamente reconhecida. A administração corinthiana defende que tal registro é inadequado devido à forte associação que o nome carrega com a história e a cultura do Timão.
Além disso, o clube ressalta que a denominação "SAFiel" se assemelha ao núcleo distintivo da marca "Fiel", o que promove uma identificação equivocada junto ao público. O texto apresentado enfatiza que ambos os nomes compartilham uma estrutura semelhante, o que reforça a percepção de similaridade entre eles. A avaliação cuidadosa do INPI ainda está pendente, deixando a disputa sobre a propriedade da marca em aberto.
A Invasão Fiel S. A. rebateu as críticas, alegando que a oposição demonstra uma interpretação errada da natureza coletiva do patrimônio do Corinthians. Segundo a SAFiel, os fundamentos técnicos da oposição não são sustentáveis e o projeto visa, ao final do processo, beneficiar a comunidade corinthiana. O esforço por um registro representa a ambição de democratizar a gestão do clube e a união entre torcida e instituição se fortalece com essas movimentações.
O conceito de SAF no futebol tem se tornado cada vez mais relevante, visando profissionalizar a gestão, separando as operações da modalidade esportiva de seu clube social. O projeto da SAFiel inclui a gestão profissional das divisões masculina e feminina, além das categorias de base, que serão incorporadas em uma nova sociedade anônima com ações disponíveis para os torcedores e investidores institucionais.
Além da reestruturação financeira proposta, que poderá gerar entre R$ 1,6 bilhões e R$ 2,5 bilhões em investimento, o modelo prevê a divisão de ações entre torcedores e investidores. A proposta assegura que, independentemente do capital investido, nenhum acionista poderá influenciar a gestão com mais de 1,8% dos votos, prevenindo a concentração de poder em poucos interessados.
O cenário atual do Corinthians requer uma análise aprofundada da sua estrutura econômica, dado o montante de R$ 2,8 bilhões em dívidas. A transformação para uma SAF pode ser uma saída viável, permitindo ao clube não apenas quitar suas obrigações financeiras, mas também focar no desenvolvimento esportivo e social. Com essa proposta, o clube pretende revitalizar suas operações e criar um relacionamento mais próximo com seus torcedores.
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