O técnico Dorival Júnior vive um momento de redenção. Com as taças da Copa do Brasil e da Supercopa Rei recém-chegadas à galeria do Parque São Jorge, o treinador aproveitou o prestígio em alta para refletir sobre sua conturbada saída da Seleção Brasileira em março de 2025. Durante coletiva, Dorival não escondeu a mágoa com a "impaciência" do cenário nacional, defendendo que o Brasil estava em franca evolução sob seu comando.
Com um aproveitamento de 58% na Amarelinha (7 vitórias, 7 empates e 2 derrotas em 16 jogos), o técnico utilizou uma comparação de peso para sustentar sua tese: o início de trabalho de Carlo Ancelotti. Segundo Dorival, a régua utilizada para medir seu desempenho foi desproporcional. "Estava convicto de que chegaríamos à Copa do Mundo com um grupo pronto e em crescimento", afirmou.
Críticas aos Pares e a Crise na CBF
Além das críticas externas, Dorival lamentou a falta de suporte de colegas de profissão e ex-companheiros. Em um ambiente minado pela crise institucional da CBF, o treinador sentiu-se isolado. No entanto, ele garante que essa fase ficou para trás, servindo apenas como combustível para sua leitura de jogo e gestão de elenco no dia a dia do Corinthians.
A Resposta no Campo: O "Fator Corinthians"
Se na Seleção o processo foi interrompido, no Corinthians ele floresceu. Dorival argumenta que os títulos conquistados em 2025 e no início de 2026 são a prova cabal de que sua metodologia funciona, especialmente ao transformar um grupo que não era favorito em uma equipe campeã.
O Corinthians de Dorival em números:
Jogos: 50
Aproveitamento: 51,3% (21 vitórias, 14 empates, 15 derrotas)
Gols: 55 marcados / 46 sofridos
Títulos: Copa do Brasil 2025 e Supercopa Rei 2026.
Organização Tática e Futuro
A atual organização tática do Timão reflete a busca de Dorival pelo equilíbrio. Com uma defesa que vem se solidificando e um ataque que sabe sofrer para decidir, o técnico reafirma seu compromisso com o desenvolvimento profissional. Para ele, superar as dificuldades da carreira — incluindo a demissão da Seleção — foi fundamental para amadurecer a gestão de atores e peças no elenco alvinegro.
Hoje, focado apenas no Corinthians, Dorival Júnior deixa claro: o trabalho sólido fala mais alto que qualquer crítica desproporcional do passado. A meta agora é manter a intensidade para buscar o Brasileirão e a Libertadores, consolidando seu nome como o principal técnico em atividade no país.
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