O Corinthians vive dias de euforia após conquistar a Supercopa Rei sobre o Flamengo, mas para o técnico Dorival Júnior, a festa já deu lugar à preocupação estratégica. Em sua última coletiva, o comandante alvinegro foi direto ao ponto: para o Timão competir em alto nível no Campeonato Brasileiro e na Copa Libertadores, a atual organização tática precisa de peças de reposição que o elenco hoje não oferece.
Embora o clube tenha iniciado 2026 com o pé direito, a sétima colocação no Campeonato Paulista — com apenas oito pontos em cinco jogos — expõe a fragilidade de um grupo que sofre com o desgaste físico e a falta de alternativas experientes no banco de reservas.
O Risco da Juventude Solitária
Dorival tem sido um entusiasta da base, promovendo nomes como Gui Negão e João Pedro Tchoca. Contudo, o treinador fez uma ressalva importante sobre a gestão de elenco:
Equilíbrio: A dependência excessiva de jovens pode ser perigosa em jogos de alta intensidade internacional.
Qualificação: O técnico entende que, para bater de frente com adversários "já montados", o Corinthians precisa de jogadores prontos que cheguem para dividir a responsabilidade com as promessas do Terrão.
A Meta: Consolidação e Resultados Imediatos
A urgência por reforços não é apenas um desejo para o futuro, mas uma necessidade para o presente. Com o duelo contra o Capivariano nesta quinta-feira (5) na Neo Química Arena, Dorival pretende usar o jogo para testar variações, mas admite que a "mágica" tática tem limites quando os recursos humanos são escassos.
"Com um grupo completo e em condições ideais, o Corinthians não apenas compete, ele protagoniza. Mas a transição precisa ser acelerada", pontuou o técnico.
O Que Esperar dos Bastidores
A diretoria, agora sob nova pressão pública do treinador campeão, deve intensificar a busca por nomes pontuais no mercado sul-americano. A meta é entregar ao menos dois reforços de peso — um volante e um atacante de lado — antes do início da fase de grupos da Libertadores.
Para Dorival Júnior, o Corinthians de 2026 está em construção, mas o alicerce precisa de mais do que apenas vontade; precisa de um plantel capaz de suportar a maratona de 80 jogos que o calendário brasileiro impõe.
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