O que parecia uma solução ideal para ambos os lados virou fumaça. O Corinthians decidiu encerrar qualquer tratativa para ter o atacante Kayky, de 22 anos, em seu elenco. Embora o jogador — revelado pelo Fluminense e pertencente ao Manchester City — estivesse em busca de espaço e o Timão precisasse de opções ofensivas, o "fator Kauê Furquim" falou mais alto na mesa da diretoria.
O recuo é uma resposta direta à postura do Bahia (gerido pelo Grupo City) em agosto de 2025, quando o clube baiano pagou a multa rescisória de R$ 14 milhões para tirar Furquim, então com 16 anos, da base corinthiana.
O "Caso Furquim" e a CNRD
O descontentamento do Corinthians não é apenas retórico. O clube classificou a saída de sua promessa como um ato de "aliciamento ilícito e imoral".
Ação Judicial: O Timão acionou a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), exigindo punições financeiras que podem chegar a 50 milhões de euros (valor da multa internacional) caso o jovem seja repassado a outros clubes do Grupo City no futuro.
Relações Cortadas: Em nota oficial recente, o Alvinegro declarou o rompimento total de relações institucionais com o Bahia e o City Football Group, o que tornou a vinda de Kayky politicamente inviável.
Situação de Kayky no Bahia
Para o atacante, o veto é um balde de água fria. Kayky, que brilhou no Fluminense antes de ser vendido ao futebol inglês, enfrentou uma grave lesão no joelho em 2023 e vem lutando para recuperar a intensidade de jogo.
Subutilizado: Sob o comando de Rogério Ceni, Kayky atuou em apenas uma partida oficial em 2026 (apenas 16 minutos contra o Galícia).
Torcida de Furquim: Ironicamente, o próprio Kauê Furquim, agora no Bahia, chegou a postar mensagens desejando sorte a Kayky no Corinthians antes do negócio melar.
O Próximo Passo do Timão
Com o nome de Kayky descartado, o departamento de futebol do Corinthians volta ao mercado em busca de um ponta-driblador que se encaixe na organização tática de Dorival Júnior. A prioridade agora é evitar "conflitos de interesse" e focar em atletas que não tragam ruídos diplomáticos para o vestiário.
A diretoria reforça que a proteção dos ativos da base é prioridade e que não aceitará parcerias com clubes que, na visão alvinegra, desrespeitem a ética nas negociações entre agremiações da Série A.
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