O Corinthians formalizou um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para a renegociação de sua dívidas tributárias, que totalizam R$ 1,2 bilhão. Com um desconto de 46,6% sobre juros e multas, o clube paulista deverá pagar R$ 679 milhões, divididos em diferentes prazos que variam entre 60 e 120 meses.
A dívida, acumulada ao longo de quase duas décadas, será parcelada em 120 vezes para débitos não previdenciários, que representam R$ 1 bilhão do total, e em 60 parcelas para os R$ 200 milhões de dívidas previdenciárias. A organização desejou ainda firmar um acordo referente ao FGTS, optando por uma modalidade mais favorável que reduz o montante em pouco mais de 30% e conta com o mesmo prazo de 60 meses para quitação.
Outro aspecto importante do acordo é que o Corinthians planeja pagar em uma única vez os créditos de contribuição social, aproveitando um desconto de 70%. A previsão é que a totalidade da dívida renegociada seja liquidada em uma década, o que implica um compromisso de regularidade fiscal constante por parte do clube.
Como garantias para o cumprimento do acordo, a diretoria do Corinthians ofereceu os valores que são devidos à equipe através da loteria Timemania, assim como ativos relacionados ao Parque São Jorge, avaliado em R$ 602,2 milhões. Este tipo de mitigação financeira demonstra um planejamento estratégico para evitar a deterioração do estado fiscal da instituição.
A PGFN, órgão responsável pela representação do governo em questões fiscais, seguirá acompanhando o cumprimento dos termos acordados. O Corinthians, sendo um dos gigantes do futebol brasileiro, possui uma dívida bruta total estimada em R$ 2,8 bilhões, reforçando a necessidade de uma gestão criteriosa e eficaz para a reversão desse cenário econômico.
Os próximos passos do clube incluem não somente a vigilância sobre os acordos financeiros, mas também um planejamento esportivo robusto, com foco em reforços para o elenco, conforme necessidade expressa pela comissão técnica. Essa abordagem é crítica, especialmente em um momento de transição e desafios enfrentados dentro do cenário competitivo atual do futebol brasileiro.
A expectativa quanto ao seu desempenho em campos e resultados nos campeonatos deve ser cuidadosamente avaliada, pois a regularização financeira é um pré-requisito para a sustentabilidade e a competitividade do Corinthians. O clube, além de ajustar suas questões fiscais, precisa alinhar suas ambições esportivas à realidade econômica, garantindo assim a estabilidade e a evolução nos próximos anos.
150 visitas - Fonte: Tudo Timão