Matheus Bidu tem suspeita de hérnia inguinal e joga no sacrifício
Matheus Bidu tem suspeita de hérnia inguinal e joga à base de infiltrações no Corinthians. Lateral pode ser o 5º caso do elenco no combate contra o rebaixa
Um pesadelo médico que parecia controlado voltou a assombrar os bastidores do Parque São Jorge. O lateral-esquerdo Matheus Bidu convive com fortes dores na região do púbis e está sob suspeita de hérnia inguinal. Se o laudo clínico for confirmado em definitivo, o camisa 21 entrará para uma incômoda estatística como o quinto atleta do elenco alvinegro a sofrer com a mesma patologia desde o início da temporada de 2025.
O quadro se caracteriza pelo deslocamento de parte do intestino ou tecido adiposo por um ponto de fragilidade na parede muscular da virilha, limitando freadas, giros rápidos e arrancadas bruscas típicas da intensidade do futebol profissional. A recuperação pós-cirúrgica costuma demandar de quatro a oito semanas. No caso de Bidu, a ordem é segurar a faca: o defensor vem recorrendo a infiltrações contínuas e anti-inflamatórios pesados desde julho para adiar qualquer operação até o término do calendário, evitando virar desfalque imediato na luta contra a degola.
O histórico recente do departamento médico do Corinthians com o problema, contudo, assusta pelo tempo de inatividade:
João Pedro Tchoca: 100 dias até ser liberado para atuar;
Gustavo Henrique: 72 dias de molho;
Hugo Farias: 57 dias fora de combate;
Yuri Alberto: recuperação mais rápida, retornando em 28 dias.
Segundo especialistas, a exigência biomecânica e o esforço repetitivo sobrecarregam a cinta do core, exigindo não apenas a intervenção cirúrgica, mas um minucioso processo de reforço preventivo para evitar recidivas que comprometam o rendimento físico em campo.
A opção pelo sacrifício de Matheus Bidu tem motivo claro: o risco iminente de rebaixamento. Estacionado na 14ª colocação do Campeonato Brasileiro com 32 pontos — apenas três a mais que o Grêmio, primeiro clube dentro do Z-4 —, o Corinthians encara dez verdadeiras finais até dezembro. O primeiro grande teste de fogo na maratona está marcado para 7 de outubro, diante do Internacional, no Beira-Rio, quando Fernando Diniz precisará contar com cada gota de fôlego do seu lateral para segurar a pressão no Sul.
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