29/9/2026 20:54

Eleição no Corinthians vai parar na Justiça após petição de advogado de André Negão

Advogado ligado a André Negão aciona a Justiça para anular taxas, biometria e regras da Comissão Eleitoral na eleição presidencial do Corinthians. Confira.

Eleição no Corinthians vai parar na Justiça após petição de advogado de André Negão
A temperatura política nos bastidores do Parque São Jorge atingiu o ponto de fervura e foi parar direto nos tribunais. O associado e advogado João Oliveira, figura historicamente ligada ao conselheiro vitalício e pré-candidato à presidência André Negão, ingressou com uma petição na Justiça comum cobrando a anulação imediata de pontos cruciais definidos pela Comissão Eleitoral para o pleito marcado para o dia 28 de novembro.

Protocolada em uma das Varas Cíveis do Foro Regional do Tatuapé, a peça jurídica contesta o que classifica como "ilegalidades e abusividades que contaminam o processo eleitoral em curso". Em pedido de tutela provisória de urgência (liminar), o autor exige a derrubada de regras que, segundo a representação, criam entraves artificiais e ferem de morte o estatuto interno da agremiação alvinegra.

O primeiro alvo da ofensiva jurídica é a cobrança de taxas financeiras para a homologação das candidaturas. A comissão estipulou o pagamento de três mensalidades do título familiar por candidato (R$ 330) e 25 mensalidades do título individual por chapa (R$ 241), medida apontada na petição como uma "barreira financeira" descabida para restringir a disputa democrática.

Outro ponto de forte atrito diz respeito à obrigatoriedade do cadastramento facial biométrico até sete dias antes da abertura das urnas. O texto argumenta que a exigência atropela as diretrizes estatutárias do clube, que asseguram o direito a voto a qualquer sócio maior de 18 anos, admitido há pelo menos cinco anos e em dia com as mensalidades até dois meses antes da eleição — prazo vencido em 28 de setembro.

A ação dispara ainda contra a recusa da comissão em fornecer a listagem integral dos associados aptos a votar e condena a previsão de cassações de chapas inteiras motivadas por condutas de terceiros, classificando a manobra como punição coletiva ilegal.

Diante do quadro, a petição cobra a suspensão imediata das taxas, a garantia de voto com documento oficial com foto e impõe o prazo de 48 horas para a entrega formal da lista de eleitores. Procurado pela reportagem, André Negão não respondeu se assina ou respalda diretamente a ofensiva do aliado.

O autor da medida está longe de ser um estranho nos corredores do clube. João Oliveira presidiu o Conselho Fiscal do Corinthians entre 2021 e 2023, sob a gestão de Duilio Monteiro Alves, além de ter integrado o corpo jurídico do ex-presidente Andrés Sanchez durante seu mandato como deputado federal em Brasília. O movimento abre uma crise de governança institucional que ameaça travar o calendário eleitoral alvinegro a menos de dois meses da votação.


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Postado por Enzo - 69 visitas - Fonte: Tudo Timão

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