No primeiro semestre de 2026, o Corinthians apresentou um déficit financeiro significativo de R$ 246,039 milhões, conforme o balanço divulgado pela diretoria. Este valor representa um aumento de 78,2% em relação ao prejuízo previsto, que era de R$ 138,028 milhões, evidenciando um desvio considerável em relação às expectativas da gestão de Osmar Stabile.
O clube, no entanto, destacou que o déficit teria sido reduzido para R$ 116,131 milhões, caso não houvesse a influência de itens não recorrentes. Entre os principais fatores que contribuíram para o resultado negativo estão os R$ 32,525 milhões pagos em premiações pela conquista da Copa do Brasil de 2025 e os R$ 6,076 milhões relacionados a tributos de câmbio referentes à quitação de uma dívida com o Santos Laguna, do México.
Adicionalmente, o Corinthians enfrentou R$ 16,307 milhões em contingências e revisões contábeis. A expectativa de arrecadação com negociação de direitos de atletas estava fixada em R$ 75 milhões, mas a diretoria optou por adiar essas transações para priorizar o desempenho na Copa Libertadores e a valorização de seus ativos. O clube espera gerar até 25 milhões de euros, equivalentes a R$ 149 milhões, em futuras negociações de direitos de jogadores.
Durante os seis primeiros meses do ano, a receita bruta do Corinthians atingiu R$ 415,293 milhões, superando os R$ 350,557 milhões orçados. Após as deduções necessárias, a receita líquida foi de R$ 394,202 milhões. Contudo, os custos e despesas operacionais totalizaram R$ 389,336 milhões, acima dos R$ 367,979 milhões previstos, resultando em um Ebitda positivo de R$ 4,866 milhões.
Entretanto, o quadro financeiro se complicou devido à inclusão de despesas com cessão e empréstimos de direitos econômicos, além de pagamentos ao elenco e tributos relacionados à quitação da dívida com o Santos Laguna. Como resultado, o Corinthians fechou o semestre com um resultado operacional negativo de R$ 90,215 milhões.
Considerando as receitas e despesas financeiras, o clube registrou um resultado financeiro líquido negativo de R$ 155,825 milhões, o que acentuou ainda mais os desafios financeiros enfrentados. A dívida total do Corinthians, que já é considerável, permanece em torno de R$ 2,8 bilhões, refletindo a necessidade de uma gestão financeira mais rigorosa e estratégias que possam mitigar os impactos futuros.
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