31/8/2026 15:26
STJD pune Corinthians por ação de marketing no Brasileirão Feminino
O Corinthians foi multado em R$ 10 mil pelo STJD por marketing de emboscada após a zagueira Thaís Regina exibir cosmético em transmissão do Brasileirão Feminino.
A estratégia comercial adotada pelo departamento de marketing alvinegro acabou gerando um revés jurídico no Rio de Janeiro nesta segunda-feira e coloca a conduta promocional do clube totalmente em jogo. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) confirma a condenação do Corinthians ao pagamento de uma multa de R$ 10 mil por conta de uma ação publicitária irregular realizada no clássico contra o Santos, no último dia 9 de agosto, válido pelo Campeonato Brasileiro Feminino.
A sanção imposta pela corte desportiva reage à exposição direta do cosmético Lip Oil Frozen Grape, desenvolvido pela marca Vizzela em parceria com as Brabas. A diretoria jurídica alvinegra contesta a gravidade da infração, mas a procuradoria do tribunal admite a existência de dolo na conduta: o produto foi exibido intencionalmente pela zagueira Thaís Regina para as lentes da transmissão ao vivo do SporTV durante a execução do Hino Nacional, momento solene que antecedeu o apito inicial.
— A necessidade de cumprir os regulamentos comerciais da competição nos desafia a estabelecer limites claros para as ativações de marca dentro de campo. A procuradoria admite o ineditismo da denúncia, mas o respeito às normas da CBF nos cobra rigor contra ações clandestinas. Não há nenhum acordo travado para permitir propaganda sem crivo prévio; a exibição configurou marketing de emboscada e a sanção financeira foi aplicada — dispara uma fonte ligada ao tribunal nos bastidores do julgamento.
A conduta da defensora — garota-propaganda oficial do lançamento ao lado da goleira Nicole e da zagueira Duda Mineira — gerou um forte impasse disciplinar e foi enquadrada no artigo 191, inciso III, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punições de até R$ 100 mil para quem descumprir regulamentos gerais de competições.
De acordo com o relatório da Diretoria de Competições da CBF, o ato foi classificado como marketing de emboscada, realizado de forma unilateral e sem o aval dos organizadores do evento.
Diante da penalidade financeira inédita fixada pelos auditores, o departamento jurídico do clube solicitou a lavratura do acórdão para avaliar a apresentação de recurso nas instâncias superiores.
Cientes de que novas ações comerciais não autorizadas podem gerar punições ainda mais pesadas e reincidência na corte desportiva, cartolas e departamento de futebol cobram alinhamento total entre marketing e comissão técnica. O Corinthians confirma que analisará os termos da decisão para orientar os atletas e evitar novos episódios polêmicos nos gramados.
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