31/8/2026 20:29

Corinthians marca eleição presidencial para o dia da final da Libertadores

Corinthians marca eleição para 28 de novembro em meio a veto ao Fiel Torcedor, ações de vitalícios na Justiça e investigação do MP que pode gerar intervenção.

Corinthians marca eleição presidencial para o dia da final da Libertadores
O calendário político no Parque São Jorge ganhou data oficial nesta segunda-feira e coloca a estabilidade institucional do clube totalmente em jogo. A Comissão Eleitoral do Corinthians confirma a convocação da assembleia geral para o dia 28 de novembro de 2026, quando os associados vão eleger o novo presidente, dois vice-presidentes, 200 conselheiros trienais e 50 suplentes para o triênio 2027-2029.

A definição do pleito reage a uma coincidência direta de calendário: a data marcada cai no mesmo dia da grande final da Conmebol Libertadores, agendada para Montevidéu, no Uruguai. O regimento interno contesta qualquer conflito de logística e admite a possibilidade de adiamento nos bastidores: caso a equipe comandada por Fernando Diniz chegue à decisão continental, a votação será automaticamente transferida para o sábado seguinte, 5 de dezembro.

— A necessidade de cumprir os prazos estatutários nos desafia muito em um ano eleitoral tão conturbado e com o time vivo nas copas. A comissão admite as tensões políticas entre os grupos, mas a lisura do processo nos cobra regras rígidas de segurança, incluindo a checagem por reconhecimento facial na entrada. Não há nenhum acordo travado para flexibilizar as exigências; só vota quem tiver mais de cinco anos de casa e estiver rigorosamente em dia com a tesouraria — dispara uma fonte ligada à comissão eleitoral nos bastidores do clube.

O processo eleitoral mantém um antigo impasse com a massa corintiana: diante da não votação da reforma estatutária, os integrantes do programa Fiel Torcedor seguem sumariamente excluídos das urnas.

A manutenção do modelo tradicional é sustentada por conselheiros vitalícios influentes — entre eles Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger —, que vêm barrando na Justiça a realização de assembleias para democratizar as decisões do clube.

Para além das disputas internas de poder, o processo corre sob vigilância pesada do Ministério Público de São Paulo. O órgão conduz um inquérito civil que apura irregularidades na administração e que pode culminar em um pedido de intervenção judicial, ameaçando a realização do pleito caso a Justiça acolha as denúncias.

Cientes de que o desfecho nas urnas ditará os rumos do departamento de futebol e a gestão da dívida bilionária, conselheiros e chapas de oposição cobram transparência absoluta nas listas de votantes. O Corinthians confirma os preparativos para o pleito de novembro, enquanto monitora os desdobramentos nos tribunais para evitar surpresas jurídicas às vésperas da votação.


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