Uma articulação nos bastidores políticos do Parque São Jorge pode mudar o rumo das eleições no Corinthians. O presidente Osmar Stabile avalia renunciarem ao seu cargo antes do dia 26 de setembro para contornar uma trava imposta pelo Estatuto Social do clube e conseguir disputar o próximo pleito presencial, agendado para 28 de novembro de 2026.
A estratégia envolve diretamente os parágrafos do artigo 103 das normas internas alvinegras, que disciplinam as regras de elegibilidade e vacância na diretoria executiva.
De acordo com o parágrafo 2º do artigo 103 do Estatuto, a reeleição consecutiva para o cargo de presidente é proibida, tornando o ocupante do posto inelegível para qualquer função na eleição imediatamente subsequente ao fim do mandato. Contudo, o parágrafo 4º abre uma brecha para substitutos por vacância:
“A eleição para preenchimento do cargo por vacância só não será computada para os efeitos de inelegibilidade se o período preenchido corresponder a menos de 18 (dezoito) meses.”
Como Osmar Stabile completará 18 meses ininterruptos à frente do clube em 26 de setembro, o desimpedimento legal para registrar a candidatura exige a renúncia antes desse prazo limite.
Embora interlocutores e fontes ligadas à atual gestão aleguem reservadamente que a renúncia decorre de pressões políticas internas — versão que a diretoria nega publicamente —, a movimentação visa exclusivamente garantir a viabilidade jurídica do mandatário na disputa de novembro.
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504 visitas - Fonte: TudoTimão