7/7/2026 18:38
Bastidores fervendo! Ética do Corinthians recomenda expulsão de ex-diretor administrativo.
A Comissão de Ética do Corinthians concluiu quatro processos e recomendou a expulsão de Marcelo Mariano por desvios na VaideBet, além de advertir Citadini.
O laboratório de escândalos políticos que consome o Parque São Jorge ganhou contornos de pura asfixia para a antiga fidalguia do clube. O Corinthians confirma que a Comissão de Ética e Disciplina concluiu, nos últimos dias, quatro procedimentos disciplinares rústicos contra o material humano de seu conselho. A decisão de maior impacto atinge em cheio Marcelo Mariano, ex-diretor administrativo da trágica gestão Augusto Melo, com o órgão cobrando a sua expulsão definitiva do quadro associativo, colocando o destino do ex-dirigente totalmente em jogo.
Marcelinho, como é conhecido nos bastidores, já é réu na Justiça Comum pelo ríspido caso VaideBet. Ele é acusado de arquitetar o desvio de R$ 1,4 milhão para uma empresa laranja ligada ao crime organizado. O lamaçal humano é o mesmo que, em maio, desfez o acordo travado de Augusto Melo com o clube, resultando na cassação de seu mandato presidencial e posterior exclusão do quadro de sócios.
Agora, o presidente da Ética, Leonardo Pantaleão, admite que o parecer rústico contra Marcelinho será despachado para a mesa de Romeu Tuma Júnior, chefe do Conselho Deliberativo. Caberá ao plenário desatar esse impasse, que já se acumula com os processos de Mário Mello — implicado na invasão da sede do clube — e de Mané da Carne, que reage a graves acusações de injúria racial e ameaça de agressão no Parque São Jorge.
Paralelamente ao racha de Marcelinho, a Comissão de Ética dispara decisões automáticas e mais brandas que não vão precisar do crivo dos conselheiros. O ex-diretor jurídico Yun Ki Lee viu seu processo ser arquivado após a polícia afastar sua culpa no esquema da VaideBet. Em contrapartida, o icônico Antônio Roque Citadini recebeu uma advertência formal; o veterano desafia a atual gestão e havia denunciado um suposto esquema de proteção para salvar ex-presidentes em troca de apoio à reeleição de Osmar Stabile.
Quem também não escapou da canetada foi o vice-presidente Armando Mendonça. A Ética aplicou uma advertência ao dirigente após ele bater boca nas redes sociais, chamar um associado de "otário" e tripudiar sobre os bastidores financeiros do clube. O Corinthians cobra ordem na casa antes do reinício das competições, mas as rachaduras no material humano do clube provam que a paz política ainda está longe de virar realidade.
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