6/7/2026 22:58
Queda de braço! Justiça atropela plano de Osmar Stabile e garante Tuma Jr. no cargo.
O juiz Antonio Manssur Filho identificou quatro ilegalidades na reunião convocada por Osmar Stabile e anulou o afastamento de Romeu Tuma Júnior no Corinthians.
A asfixiante crise política que consome o Parque São Jorge ganhou um capítulo judicial definitivo que joga por terra a estratégia da atual diretoria alvinegra. A Justiça confirma que os efeitos da polêmica reunião que havia afastado Romeu Tuma Júnior do comando do Conselho Deliberativo do Corinthians estão suspensos. Em decisão liminar ríspida de primeira instância, o juiz Antonio Manssur Filho atropelou o plano arquitetado pela alta cúpula, colocando a governabilidade e o estatuto do clube totalmente em jogo.
O processo judicial, movido de forma ágil pela defesa de Tuma, expôs as vísceras de um laboratório de poder que atropelou as regras internas. O magistrado identificou nada menos que quatro ilegalidades gritantes na assembleia realizada em 23 de março. O texto da decisão deita na fragilidade jurídica do ato e admite que o presidente executivo, Osmar Stabile, não possui competência legal para convocar conselheiros — um direito humano exclusivo do próprio chefe do Conselho. O erro crasso desatou um impasse institucional sem precedentes.
A degola de Tuma Júnior também violou o direito de ampla defesa. O juiz anotou que o rito ignorou a Comissão de Ética, o que inviabiliza qualquer acordo travado nos bastidores. Além disso, a tentativa rústica do 2º secretário Denis Piovezan de reabrir os trabalhos — após a 1ª secretária Maria Ângela Ocampos encerrar a sessão por nulidade — foi classificada como "manifestamente nula". Para fechar o caixão da manobra, o magistrado lembrou que o plenário sequer tem previsão estatutária para afastar membros de forma cautelar.
Diante do cenário de puro ruído político, o juiz restabeleceu o material humano de Tuma na cadeira presidencial e foi além: dispara uma proibição expressa para que Stabile e Piovezan cessem qualquer retaliação ou ato hostil contra o dirigente. Tuma, que já havia ignorado o golpe na época e chegado a pedir uma licença temporária, retoma o posto blindado pela toga. A diretoria reage em silêncio no CT Joaquim Grava, ciente de que a Justiça cobra o cumprimento do estatuto e que o clima de guerra civil no Parque São Jorge desafia qualquer chance de paz antes do reinício do Brasileirão.
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