7/7/2026 15:37
Liquidação no Parque São Jorge! Corinthians prioriza venda de até três titulares nesta janela
Com transfer ban ativo e dívida de R$ 2,7 bilhões, o Corinthians prioriza a venda de Yuri Alberto, Breno Bidon e André Luiz para equilibrar as contas em julho.
A asfixiante realidade financeira que assombra o Parque São Jorge forçou a diretoria a adotar uma postura rústica e impopular no mercado da bola. O Corinthians confirma que definiu como prioridade máxima para a janela de transferências de julho a venda de dois a três jogadores do seu principal material humano. A meta orçamentária é agressiva e coloca R$ 151 milhões em jogo para tentar estancar dívidas de curto prazo, antes mesmo que qualquer reforço seja avaliado pelo técnico Fernando Diniz, deixando o futuro esportivo da equipe sob ríspido impasse.
A pressa nos bastidores tem nome: transfer ban. O Timão está proibido pela Fifa de registrar novos atletas em função do calote na contratação de José Martínez junto ao Philadelphia Union. Após ter o recurso negado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), o clube se vê obrigado a desembolsar 1,425 milhão de dólares (cerca de R$ 7,4 milhões), acrescidos de juros asfixiantes de 15% ao ano. Para piorar o cenário, novos processos na gringa com o New York City (por Talles Magno) e com o Midtjylland (pelo volante Charles) ameaçam travar ainda mais a engrenagem alvinegra na Justiça.
Como a reportagem apurou, a diretoria admite que os nomes escolhidos para o sacrifício financeiro são os meias André Luiz e Breno Bidon, além do centroavante Yuri Alberto. O camisa 9 já dispara o desejo antigo de cavar uma vaga na Europa, lembrando que em janeiro o clube recusou uma oferta rústica de R$ 112 milhões do Fenerbahçe. André Luiz também quase carimbou o passaporte para o Milan em fevereiro por R$ 90 milhões, mas o negócio acabou cancelado nos detalhes.
O colapso administrativo ultrapassa as fronteiras da Fifa e atinge em cheio o dia a dia do clube. A cúpula reage à cobrança diária do elenco, que convive com dois meses de atraso nos salários em carteira (CLT) e direitos de imagem vencidos. Nem as Brabas do futebol feminino e os garotos da base escaparam do gotejamento de verbas: as atletas só receberam a imagem de junho nesta terça-feira, após 22 dias de atraso, e seguem com as premiações da Libertadores e da Copa das Campeãs retidas na cozinha do Parque São Jorge. O Corinthians desafia as projeções mais pessimistas e cobra engenharia de elite de seus diretores para não ver o clube sucumbir diante de uma dívida bruta que bate a casa dos R$ 2,7 bilhões.
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