Foram 12 anos e meio, 712 jogos e 12 títulos. Cássio reencontrou o Corinthians pela primeira vez depois de se eternizar na galeria de grandes ídolos da história do clube. Na manhã desta quarta-feira, na Neo Química Arena, o goleiro sequer ficou no banco de reservas na partida entre os clubes pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo não relacionado, Cássio viajou com a delegação porque o Cruzeiro vai direto para Assunção, no Paraguai, onde disputa a final da Copa Sul-Americana no próximo sábado, contra o Racing.
Em meio a um imbróglio sobre a renovação e seguidas crises por conta da má fase do Timão dentro de campo nos últimos anos, o goleiro optou por buscar novos ares aceitando a proposta do Cruzeiro. Cássio foi um dos últimos jogadores a descer do ônibus que levou a delegação do Cruzeiro para a Neo Química Arena. O goleiro cumprimentou cada um dos funcionários que se acostumaram a recepcioná-lo quando defendia o Corinthians.
O semblante de Cássio foi o mesmo, já conhecido e até tratado como frio para quem observa e não conhece o jogador. O sorriso ao rever cada uma das pessoas com quem trabalhou em mais de uma década no clube rapidamente comprovam o sentimento que o jogador deixou. Mesmo sem ter entrado em campo e tido contato com a maioria dos torcedores, os poucos que tiveram a possibilidade de ficar próximos do jogador registraram o momento com fotos e pedidos de autógrafos na camisa. Atencioso, Cássio atendeu um a um.
O contato com membros da atual diretoria foi protocolar. Na breve passagem pelo gramado, Cássio foi reverenciado pelo presidente Augusto Melo. A negociação entre as partes para o acordo de rescisão contratual foi conduzida de forma pacífica. Cássio assistiu ao jogo em um camarote ao lado de funcionários e membros da diretoria do Cruzeiro.
Na história do Timão, Cássio foi contratado pelo Corinthians no fim de 2011 quase como um desconhecido depois de ter sido revelado pelo Grêmio e passado pelo PSV, da Holanda. Ele assumiu a vaga de titular, antes ocupada por Julio Cesar, para as oitavas de final da Conmebol Libertadores de 2012, contra o Emelec, no Equador. Desde então, se transformou em um dos maiores nomes da história do Corinthians.
Foram 712 jogos, número que o coloca como o segundo com mais partidas com a camisa alvinegra, atrás apenas do ex-lateral-esquerdo Wladimir, com 806. Neste período, o goleiro fez parte de uma das era mais vitoriosas do Timão, culminando com as conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes, ambos em 2012. Além deles, também venceu quatro Paulistas (2013, 2017, 2018 e 2019), dois Brasileiros (2015 e 2017) e uma Recopa Sul-Americana (2013). Também chegou à Seleção como terceiro goleiro na Copa do Mundo de 2018.



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