O Corinthians está à beira de chegar à primeira semana sem um treinador na equipe profissional masculina. Situação crítica em circunstâncias normais, ainda mais na atual fase do clube. A diretoria precisa ter senso de urgência e definir o comandante que irá dirigir o time no Brasileirão antes do importante duelo contra o Vasco, na quarta-feira. O clube tem como plano A um Fábio Carille que está empregado no Santos, e não avançou até o momento para o pagamento da multa de R$ 2,4 milhões que evitaria a atual novela e romperia o contrato do treinador com a equipe da Baixada Santista. Ter Carille como alvo faz sentido, até pela rápida adaptação e as duas passagens no comando do Timão. Porém, a situação do Corinthians na tabela não permite esperar mais. A equipe precisa de uma liderança fora das quatro linhas, ainda mais pela ausência de referências dentro de campo.
Desde o ano passado, o Corinthians perdeu seus líderes, mais simbolicamente nesta temporada. O maior deles, inclusive, estava em um camarote do Mineirão assistindo à dura derrota por 3 a 0 para o Cruzeiro. Cássio, prestes a estrear de azul, testemunhou de perto o pior resultado do Timão no Brasileirão. Desta conta, Raphael Laruccia está isento de culpa. Há apenas cinco meses no clube e contratado para dirigir o sub-17, o jovem treinador encarou um ambiente de pressão com prazo limitado, mas o problema é que este período está mais estendido do que deveria. Laruccia dirigiu o Corinthians no fim do jejum de vitórias diante do Vitória, em casa. Mas, fora de casa, não conseguiu corrigir velhos problemas do time e sucumbiu diante de um Cruzeiro que ganhou todas as partidas como mandante na Série A em 2023. Não será Laruccia o responsável por dar padrão e tirar o Corinthians desta situação no Campeonato Brasileiro.
Portanto, o tempo corre, e a diretoria precisa definir um norte para acelerar o processo de recuperação da equipe na tabela de classificação. O time sairá desta situação somente se atingir minimamente um padrão coletivo, que limitará os erros individuais, como os cometidos por Félix Torres e Hugo no Mineirão.
Sona como irresponsável esperar mais Fábio Carille, ainda mais diante da indefinição apresentada nos últimos dias com o vai e vem dentro do Santos. A situação do Corinthians pede urgência, ainda mais pelo contexto a ser enfrentado nas próximas rodadas da competição. Na quarta-feira, o adversário será o Vasco, em São Januário. Um duelo duro naturalmente e com peso de decisão com duas equipes que vivem situação ruim na tabela. Na sequência, em casa, contra um Criciúma que já escapa na disputa direta contra o Z-4. Portanto, não pode ser perder mais tempo. Augusto Melo e Fabinho Soldado precisam acelerar e viabilizar o plano B, C. Que seja. O Corinthians não pode ser dar ao luxo de esperar mais; caso contrário, a preocupação se tornará um drama semelhante ao do ano passado.
A cada dia perdido de trabalho, de treinamento, o elenco perde. O Corinthians precisa de um líder no banco de reservas, urgentemente. Melhor se esta referência chegar antes de quarta-feira. O tempo de apenas mapear o mercado se esgotou. É hora de agir, definir e contratar o responsável por comandar o Corinthians na briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.



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