O técnico António Oliveira, ainda mais pressionado com a derrota do Corinthians para o Palmeiras , desconversou sobre seu futuro. Mesmo com o noticiário quente a respeito de uma possível saída, o comandante já projeta o jogo contra o Vitória, na próxima quinta-feira. Em relação ao Derby, António defendeu que o Corinthians fez um bom primeiro tempo, mas a bola parada fez a diferença para o Alviverde, que chegou ao triunfo com gols de Raphael Veiga e Vitor Reis. Na reta final de partida, Veiga foi expulso após empurrão em Rodrigo Garro, mas o Alvinegro não conseguiu correr atrás do prejuízo. "Acho que foi um jogo em que o resultado não espelha o que foi o desempenho da equipe e isso condiciona a análise do trabalho. Temos nossas responsabilidades e quinta vamos estar lá, diante do nosso torcedor", comentou António em entrevista coletiva. "A bola parada determinou o jogo. Uma falta em que o adversário bate no meio do gol e desvia em um jogador de cabeça. E no escanteio, o adversário aproveitou que não atacamos a bola na primeira trave", complementou. António reforçou a confiança de quem trabalha no CT, no dia a dia do Corinthians. O treinador valorizou, inclusive, o esforço da diretoria em trazer novos jogadores para o elenco. "Estarei sempre ao lado do torcedor, sinto o sofrimento deles, partilho esse momento com eles. Mas não é sempre que a gente, que está dentro do CT, é responsável. Somos as pessoas certas para voltar a dar glórias e estabilidade para o clube. Isso não se faz de um dia para o outro. Quando cheguei aqui, o clube tinha cinco derrotas seguidas, na zona de rebaixamento do Paulista. E hoje, vivemos um momento desafiante. Resultado é o que guia e direciona o caminho de um clube de futebol. As pessoas que estão dentro do CT são competentes, profissionais", finalizou. O Corinthians volta a entrar em campo na próxima quinta-feira, contra o Vitória, na Neo Química Arena. António Oliveira, pelo menos de acordo com o que passou à imprensa, está confiante de que estará à beira do campo na Neo Química Arena. Veja outros trechos da coletiva de António Oliveira: Análise do Derby "Acho que é importante falar do jogo, dois clubes importantes do futebol brasileiro, em momentos distintos. Uma equipe estável e outra em busca de sua estabilidade. Sabemos do nosso caminho, do que estamos a fazer. Estamos tristes, fizemos um primeiro tempo equilibrado e acabamos por sofrer um gol de fortuito do adversário, em jogada que nunca vi antes. Mas quando a sorte está assim, o adversário acaba aproveitando essas chances. Estamos tristes, preocupados, mas em nenhum momento desesperados, sabemos o que fazemos. Nos comportamos da melhor forma, especialmente no primeiro tempo. No detalhe, dois gols de bola parada, mas o resultado na minha visão não mostra o que foi o jogo". Substituição de Wesley por Pedro Raul "Wesley vem de 15 minutos a mais, é um jogador que está em sofrimento. Ele fez um bom jogo. Wesley não é um super-homem, ele pediu para sair, assim como Raniele. Essa é a justificativa". Por que Igor Coronado não foi titular ao lado de Garro? "Em relação a Coronado e Garro, são jogadores que vêm tendo problemas físicos. Não trabalham regularmente de forma efetiva, e estamos gerindo os jogadores. Nós podemos perder jogadores. Quero ver Pedro Henrique voltar, Fagner voltar, ver o esforço da diretoria que está trabalhando para reforçar a equipe e torná-la mais forte". Chance de demissão "Não quero circo. Sei que isso rende, vende. Eu sou técnico de futebol, não sou administrador do clube. Essa pergunta é para quem é de direito. Estou totalmente fora e não quero entrar nisso". Arbitragem do Daronco "Nosso amigo Daronco gosta disso, quer sempre que o jogo esteja parado e é um bocado caseiro. Não quero justificar o resultado com a atuação do Daronco, mas gostaria de ver o tempo útil depois da expulsão. A CBF deveria ter mais cuidado, já que sempre os mesmos apitam partidas do Corinthians". Gustavo Henrique capitão "Sobre o capitão, é uma questão normal. A rotatividade pode ser perfeitamente gerada, estão à vontade. Tenho uma relação extraordinária com o Raniele, e ele não joga por isso. Ele se entrega à causa, se identifica com o clube. O Gustavo é um exemplo para perceber que um jogador de futebol não tem sua importância apenas quando joga. Ele vem sendo um exemplo para o grupo em um momento que perdemos líderes importantes, como Cássio, Paulinho e Fagner."



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