Um mês após chegar ao Brasil e ser anunciado como reforço do Corinthians, o meia Rodrigo Garro finalmente foi apresentado como jogador do clube. O meia de 26 anos festejou a liberação para poder estrear, exaltou a grandeza do Timão e mostrou confiança em uma reação da equipe, que vive momento turbulento está na zona de rebaixamento do Paulistão. – O Corinthians é visto na Argentina com um dos maiores clubes do Brasil. Quando me chegou essa possibilidade de jogar aqui, um dos meus objetivos é conquistar títulos. Nós nos preparamos para isso, aconteceram alguns resultados ruins, mas vamos terminar bem a temporada.
Garro teve o nome publicado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF nesta terça-feira e está liberado estrear pelo Timão. Ele pode ser titular no clássico contra o Santos, nesta quarta, às 19h30, na Vila Belmiro. O meia de 25 anos esteve fora de ação por uma divergência entre o clube brasileiro e o Talleres. A diretoria da equipe argentina cobrava US$ 700 mil de custos de transferência para liberar o negócio. O Corinthians discordava da cobrança e recorreu à Fifa. – Foi algo inconveniente e um mal entendido entre os clubes, algo que prejudicou o jogador, no caso eu. O Corinthians pagou o que tinha que pagar, foi um inconveniente que aconteceu na Argentina e foi um problema que fico feliz que tenha sido solucionado, quando acordei. Não quero mais pensar nos 30 dias que fiquei sem treinar.
O Corinthians acertou a compra de Garro por cerca de US$ 7 milhões, o equivalente a cerca de R$ 34,7 milhões na cotação atual. Ele assinou contrato de quatro anos. O meia argentino passou pela fundação Léo Messi quando jovem e foi formado pelo Atlético de Rafaela e pelo Instituto antes de chegar ao Talleres, clube no qual se destacou.
Expectativa e referência – Sei que existe a ansiedade e a expectativa dos torcedores, são altas comigo e com a equipe. Mas estou tranquilo e com muito respeito e seriedade trato de mentalizar que preciso desfrutar do futebol, não tenho que carregar pressão e responsabilidades. Estou feliz de estar aqui e quero jogar e ajudar o Corinthians a crescer cada vez mais. Tenho como referência o Messi.
Estilo de jogo – No Corinthians é uma equipe de bons jogadores, de grande trajetória. É questão de tempo e resultado, o que importa é jogar. Teremos uma equipe para jogar, ganhar e para o Corinthians estar onde merece estar. Gosto de entrar em campo, de ter a bola e gosto de ajudar meus companheiros correndo e de jogadores que atuam como Romero, Rojas e é mais fácil de entender.
Grandiosidade do Corinthians – Sinto que quanto mais pressão, maior a responsabilidade. É levar como algo bom, desfrutar do meu trabalho e todos sonham em trabalhar com o que gostam. A pressão é outra coisa. Tenho muita responsabilidade, trabalhar muito mais porque uma equipe grande me deu essa pressão e responsabilidade.
Número escolhido – Creio que foi uma escolha do Corinthians porque a camisa 10 está ocupada e existe uma hierarquia. O número 16 usei antes e não pensava em trocar, o número é uma questão de gosto. Não tem muita explicação.
Trajetória – Meu primeiro passo foi aos 12 anos na Fundação de Messi em Rosário. Os argentinos que passaram por esse clube são de conhecimento de todos e são grandes jogadores. Quando surgiu o Corinthians me lembrei disso e sabia que seria um grande passo na minha carreira, foram jogadores que passaram aqui e rodaram o mundo. Estou aqui para formar a minha própria carreira.
Saída de Mano – A respeito da troca de técnico, ninguém gosta da situação que estamos atravessando e no momento que decidi vir ao faço parte de tudo que acontece.



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