A invencibilidade de 11 jogos terminou justamente quando não poderia, e a eliminação da Copa do Brasil finalmente cobrou o preço do pragmatismo do técnico Vanderlei Luxemburgo. O Corinthians passou as últimas semanas jogando no limite dos próprios erros, mas no Morumbi este limite não foi suficiente para competir com o São Paulo, que venceu por 2 a 0 e foi à final.
São Paulo 2 x 0 Corinthians - Melhores Momentos - Semifinal da Copa do Brasil 2023
O Corinthians de Luxemburgo tem escolhas questionáveis e limitações evidentes. Sempre teve, mesmo na fase invicta. No clássico, estas escolhas e limitações foram expostas por um adversário muito mais organizado e ciente da importância de uma semifinal de Copa do Brasil. O time entrou para não jogar e, quando tentou jogar, já era tarde. O próprio Luxa admitiu .
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Desde o começo, o Corinthians sempre esteve atrasado no clássico. Não apenas na chegada do ônibus ao Morumbi , mas também em campo, tendo que correr atrás do São Paulo pela maior parte da semifinal.
Luxemburgo decidiu insistir na escalação com três meias, bem parecida com a do último domingo, contra o Coritiba, quando já tinha dado errado . A intenção era fechar o meio-campo com dois volantes e tentar anular o São Paulo, manter a vantagem do jogo de ida pelo maior tempo possível e, aí sim, sair para jogar com mais jogadores de frente – Matías Rojas ou Wesley, por exemplo.
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Rojas e Yuri Alberto lamentam eliminação, e jogadores do São Paulo comemoram — Foto: Marcos Ribolli
Rojas e Yuri Alberto lamentam eliminação, e jogadores do São Paulo comemoram — Foto: Marcos Ribolli
As únicas diferenças para o jogo anterior eram Fausto Vera de titular no lugar de Gabriel Moscardo e o posicionamento de Adson e Ruan Oliveira, desta vez invertidos. A dupla de volantes e a linha de meias já não tinham funcionado contra o Coritiba, mas Luxa insistiu. E deu errado de novo.
O Corinthians não fez nada até sofrer o primeiro gol. Foram chegadas seguidas do São Paulo na intermediária, principalmente com Lucas Moura na marcação frouxa entre os volantes. O sufoco só terminou quando Cássio errou uma reposição de bola, e Wellington Rato abriu o placar com um chutaço. A suada vantagem do jogo de ida durou 12 minutos.
Foi só depois disso que o Corinthians conseguiu trocar passes no campo de ataque pela primeira vez, mas nada muito elaborado. A única chance de empatar foi no cabeceio de Murillo em um escanteio, aos 20 minutos, mas quem ainda mandava no clássico era o São Paulo.
Luxemburgo repetiu na decisão as escolhas que já tinha precisado corrigir três dias antes — Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
Luxemburgo repetiu na decisão as escolhas que já tinha precisado corrigir três dias antes — Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
O segundo gol foi um exemplo claro da diferença de construção entre os dois times. Adson desarmou Nestor no começo do lance e deu tempo para o Corinthians se posicionar, mas nem assim a marcação diminuiu em Lucas Moura. Fausto e Maycon se distanciaram do camisa 7, que inverteu para Rato e correu na área para finalizar.
Atrás no placar agregado, o Corinthians só passou a ter mais a bola depois de cinco substituições. Wesley finalmente entrou na esquerda, Rojas já estava na direita, e os pontas fizeram o time jogar melhor – de novo, como tinha sido há três dias.
As trocas cantadas mudaram o jogo contra o Coritiba, mas no clássico era tarde demais. Foi de Rojas a primeira finalização a gol do Corinthians, já aos 37 minutos do segundo tempo, quando Rafael voou para espalmar. Maycon e Giuliano tiveram chances dentro da área, mas desperdiçaram. Teve muita bola na área nos acréscimos, mas desta vez não deu para compensar os erros.
O Corinthians passou os últimos jogos no limite. Em alguns deles o resultado apareceu no sufoco, como nas fases anteriores desta mesma Copa do Brasil, mas em outros a desorganização falou mais alto, como no empate sofrido no último minuto no Beira-Rio . Os sinais eram visíveis.
"Ganhou o time que não se acovardou", diz Careca Bertaglia | Voz da Torcida
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