Se você, assim como a maioria dos apaixonados por futebol, focou as atenções exclusivamente nos gramados da Copa do Mundo de 2026 nas últimas semanas e deixou o noticiário do seu clube de lado, não há problema. O Corinthians vive um momento de pura ebulição nos bastidores do mercado da bola. Sem registrar nenhuma contratação ou venda durante a interrupção do calendário, o atual campeão da Copa do Brasil aposta as fichas na manutenção da base titular de Fernando Diniz, mas sabe que precisará negociar ativos para sanar as finanças.
Em meio a uma grave crise econômica, atrasos crônicos no pagamento de direitos de imagem do elenco e a missão urgente de derrubar o transfer ban imposto pela Fifa, a diretoria alvinegra encabeçada por Marcelo Paz montou um mapeamento detalhado de quem pode chegar e quem deve sair em julho de 2026. Confira o vaivém do Timão:
Mesmo com o fluxo de caixa travado pelas punições da Fifa, o Corinthians monitora duas oportunidades de mercado para o setor de articulação e ataque. O nome do volante Arthur (de volta à Juventus após empréstimo ao Grêmio) agrada profundamente a Fernando Diniz pelo estilo de jogo de posse de bola. Houve uma sondagem inicial com o estafe do atleta, mas a pedida salarial europeia inviabilizou o negócio — a diretoria só reabre conversas se houver um corte drástico nos vencimentos.
Outra frente aberta é para o retorno do atacante Wesley. Cria do Parque São Jorge, o jovem está sem espaço no Al-Nassr, da Arábia Saudita, e prioriza o Corinthians em uma volta ao Brasil. As tratativas caminham nos bastidores, mas a engenharia salarial também é o principal entrave para a assinatura do contrato.
A maior indefinição no CT Joaquim Grava atende por Memphis Depay. O holandês tem contrato válido somente até o dia 31 de julho e, embora queira permanecer, recebeu uma proposta de renovação com drástica redução salarial e sem as antigas regalias. Quem está com as malas quase prontas é Yuri Alberto; após declarar publicamente o desejo de atuar na Europa, o atacante aguarda ofertas, e o Corinthians bateu o martelo: quer no mínimo 20 milhões de euros (R$ 117 milhões) pelos seus 50% dos direitos.
Para encher os cofres, o Timão também admite perder joias do "Terrão". O volante André, de 20 anos, que teve uma oferta de 17 milhões de euros do Milan recusada no primeiro semestre, deve ser negociado caso surjam novos interessados. O mesmo vale para o meia Breno Bidon, cuja expectativa de venda gira entre 20 e 25 milhões de euros (até R$ 146 milhões). Já o lateral-direito Matheuzinho, titular absoluto há duas temporadas e meia, recusou sondagens da Rússia e da Turquia, mas pode ser vendido caso uma proposta irrecusável chegue à mesa da diretoria.
E aí, Fiel? Qual desses jogadores da "lista de saídas" faria mais falta para o time do Fernando Diniz na Libertadores? Vale a pena vender o Yuri Alberto por R$ 117 milhões para pagar as dívidas e registrar o Wesley? Deixe seu comentário abaixo e participe da resenha do Timão!
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