Por Iúri Medeiros
O Corinthians empatou em 0 a 0 com o Bahia no último sábado, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Olhando friamente, um empate fora de casa contra um adversário que costuma dar "dor de cabeça" ao Timão não é um mau resultado. De fato, sair de Salvador com um ponto na bagagem foi bom negócio para a equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo.
Porém, se o empate pode ser considerado positivo, a atuação do Corinthians foi preocupante. Mais uma vez, a equipe teve muitas dificuldades para trabalhar a bola e cometeu muitos erros técnicos que poderiam custar caro. Os erros de passe gerados pela falta de aproximação entre os jogadores deixaram gritante como a time carece de um jogo ofensivo mais organizado, que faça a posse de bola fluir.
Defensivamente, o conjunto também foi preocupante. O Timão se mostrou passivo em diversos momentos, dando campo e espaço para o Bahia, que finalizou em 18 oportunidades ao longo do jogo. O esquema com três zagueiros não mostrou eficiência para conter as investidas dos mandantes.
No segundo tempo, Luxemburgo soltou o time, adotando o 4-3-3. Mesmo assim, a equipe teve poucas descidas ao ataque e, quando teve chances para ir às redes, esbarrou nas tomadas de decisões erradas dos homens de frente.
Se o desempenho abaixo do Alvinegro já não bastasse, o departamento médico virou um novo "fantasma" para o Corinthians. O meia Matías Rojas torceu o tornozelo e virou dúvida para o clássico contra o São Paulo, na terça-feira. O meia Renato Augusto, por sua vez, deixou o gramado da Arena Fonte Nova mancando.
Para o Majestoso, o Corinthians já não contará com o volante Gabriel Moscardo, garoto de 17 anos que vinha sendo o "dono" do meio-campo alvinegro.
Com um futebol questionável e possíveis desfalques, o Corinthians chega para a ida da semifinal da Copa do Brasil com mais preocupações do que soluções.
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