O Corinthians vai intensificar sua campanha contra homofobia nos próximos dias. O clube pretende conscientizar sua torcida para evitar futuras punições por cânticos homofóbicos, como já ocorreu no último jogo contra o São Paulo na Neo Química Arena, e aproveitar para tentar criar um ambiente de mais respeito e aceitação no futebol masculino.
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A campanha será intensificada de diversas formas e já começou nas redes sociais do Timão. No Twitter, o primeiro post sobre o assunto citou que os gritos homofóbicos "além de ferir muita gente, desrespeitam a histórica democrática e o pensamento plural que sempre marcaram o clube" e "configuram crime previsto em lei".
Mensagens também serão repetidamente passadas no telão da Neo Química Arena na próxima terça-feira, justamente a data de um novo duelo contra o São Paulo, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, às 21h30 (de Brasília).
A preocupação do Corinthians com a homofobia fundamenta-se não só no principio básico do respeito e aceitação por parte de sua torcida, mas também na punição imposta pelo STJD ao clube: no próximo dia 30 de julho, o Timão será obrigado a jogar de portões fechados contra o Vasco, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, depois dos cantos homofóbicos em jogo diante do São Paulo, também pelo Brasileirão.
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Torcida do Corinthians na Neo Química Arena contra o Bragantino — Foto: Marcos Ribolli
A decisão do STJD por retirar torcida por cantos homofóbicos foi considerada a primeira punição deste tipo desde a implementação do novo Regulamento Geral das Competições da CBF, que neste ano tornou mais severas as punições para casos desta natureza.
Ou seja, o canto, que já é proferido pela torcida corintiana há anos em jogos contra o São Paulo, terá de ser extinto do repertório para evitar punições ao próprio time.
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