O Corinthians teve R$ 483.557,69 bloqueados pela Justiça paulista por causa de uma ação movida desde 2020 pelo Ministério Público de São Paulo. O valor total buscado nas contas do clube é de R$ 21.389.791,60, Porém, foram encontrados R$ 483,5 mil.
O MP cobrou, inicialmente, R$ 12.359.532,97. Os cerca de R$ 21,38 milhões correspondem ao valor atualizado. A cobrança se refere a multas por suposto descumprimento de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para regularizar a venda de ingressos pela internet. A falha apontada é a não comercialização de meia-entrada por meio de site entre 2012 e 2019.
O bloqueio dos R$ 483,5 mil foi registrado como movimentação no processo na última sexta-feira (16), com prazo de cinco dias para o Alvinegro se manifestar. Esse valor é o resultado de três bloqueios realizados nas contas corintianas entre os dias 14 e 16. No dia 15, o clube pediu o desbloqueio alegando que não foi intimado, mas não foi atendido.
Procurado por meio de seu departamento de comunicação, o Corinthians não respondeu até a publicação deste post, que será atualizado em caso de manifestação do clube.
Na ação, o MP relata que Palmeiras, São Paulo e Santos assinaram o mesmo termo, mas só o dono da Neo Química Arena vinha desrespeitando o compromisso.
Basicamente, as agremiações se comprometeram a manter sites para disponibilizar ingressos a todos os torcedores, sem vetos. Ou seja, a venda eletrônica deveria contemplar a meia-entrada.
Segundo o Blog do Paulinho, o Corinthians também desrespeitou TAC no qual se comprometia a reservar em seu estádio assentos para pessoas de baixa renda, idosos e menores de idade.
Ficou estabelecida multa de R$ 50 mil por jogo mais juros de 1% ao mês e correção em caso de não cumprimento de pelo menos um dos muitos pontos do acordo sobre a meia-entrada.
No processo, o MP narra que meses antes de o documento ser assinado o Corinthians havia informado que enfrentava dificuldades para fazer venda de meia-entrada na internet por conta da necessidade de conferência dos documentos que garantem tal direito.
Observando critérios de prescrição, o MP pediu a aplicação da multa em todos os jogos do Corinthians entre 2015 e 2019. Porém, por meio de um recurso, o Corinthians conseguiu tirar amistosos da conta.
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