Como se sabe, Vanderlei Luxemburgo foi anunciado hoje como novo técnico do Corinthians. Depois de quase um ano e meio fora do mercado, ele acabou agraciado com uma das cadeiras mais valiosas do Brasil. Treinará um clube gigante, que já há algum tempo não tem atuações ou títulos gigantes.
Seus últimos trabalhos: Série B com o Cruzeiro e campanha de rebaixamento do Vasco.
E ele volta à ativa em meio a uma fase conturbada, para dizer o mínimo.
Em novembro de 2022 (menos de seis meses atrás), Vítor Pereira alegou problemas de saúde com sua sogra para deixar o Alvinegro, indo parar logo em seguida no Flamengo.
O auxiliar Fernando Lázaro assumiu e seguiu à frente da equipe até abril, quando foi rebaixado à posição original para dar lugar a Cuca, dois dias depois. Sim, Cuca, o condenado por estupro coletivo de uma criança. Dois jogos depois, pedido de demissão.
Interinamente, assumiu não Lázaro, que treinara o elenco por meses, mas Danilo, técnico do Sub-20. Perdeu para o Palmeiras e seguiria no posto para a partida contra o Del Valle, pela Libertadores. Até descobrirem que Danilo não tem a licença exigida pela Conmebol.
Tudo isso depois de dias lamentáveis, com a diretoria do clube bancando Cuca, mesmo depois de evidências avassaladoras. O presidente lamentou a saída da pobre vítima do escrutínio da imprensa e da torcida, deixando as portas abertas para um breve retorno.
Mas quem retornou foi Vanderlei Luxemburgo. Em mais um episódio da volta dos que não foram, que comprova a escassez de talento local ou a falta de oportunidade para a nova geração, aqueles que podem realmente — e finalmente — inovar no futebol brasileiro.
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