A Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians concluiu quatro processos internos contra conselheiros e dirigentes do clube. As decisões incluem uma recomendação de arquivamento, duas de advertência e uma de expulsão, direcionada a Marcelo Mariano, ex-diretor administrativo da gestão Augusto Melo. Conhecido como Marcelinho, ele é réu na Justiça por envolvimento no caso VaideBet, acusado de instruir a transferência de R$ 1,4 milhão para uma empresa apontada como laranja em esquema de desvio de recursos.
O parecer que recomenda sua expulsão será encaminhado ao presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, para votação dos conselheiros. O caso se soma a outros que aguardam deliberação, como os de Mario Mello Júnior, implicado na invasão do Parque São Jorge, e Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, acusado de ameaça e injúria racial.
Além disso, três outros processos tiveram conclusão com medidas mais brandas. O conselheiro Yun Ki Lee, ex-diretor jurídico, teve seu caso arquivado após acusações relacionadas ao VaideBet serem afastadas. Antônio Roque Citadini recebeu advertência por declarações sobre um suposto “acordão” político envolvendo ex-presidentes. Já o vice-presidente Armando Mendonça também foi advertido por comentários feitos contra torcedores nas redes sociais.
Essas três decisões não precisarão passar pelo plenário do Conselho Deliberativo, já que o Estatuto prevê aplicação automática de advertências e arquivamentos. Caso haja recurso, a análise ficará a cargo da mesa diretora do Conselho.
O conjunto de medidas reforça o impacto do caso VaideBet e de outras crises internas na política do Corinthians, que segue em processo de reorganização institucional e busca recuperar estabilidade após escândalos recentes.
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