O Conselho Deliberativo do Corinthians concluiu, nesta segunda-feira, o ciclo de audiências públicas relacionadas à reforma de seu estatuto. A reunião, que foi restrita a conselheiros, ocorreu no Parque São Jorge, onde aproximadamente 70 representantes do clube estiveram presentes para discutir os principais tópicos abordados durante as audiências realizadas desde o final do ano passado.
A votação da nova proposta estatutária está programada para março, iniciando com os conselheiros e posteriormente envolvendo os sócios em uma assembleia-geral, cujas datas ainda precisam ser definidas. Durante o encontro, não houve deliberções sobre o conteúdo do texto, nem um esquema de votação, mas o presidente do Conselho, Romeu Tuma Júnior, destacou que as discussões dos últimos meses facilitaram um entendimento mais maduro entre os conselheiros.
A reforma do estatuto é um marco importante, visto que mudanças desse tipo não ocorrem há muitos anos no clube. Tuma enfatizou a relevância desse processo para garantir que a voz da comunidade corintiana seja considerada nas decisões, ressaltando o papel fundamental das audiências públicas para a construção do novo texto.
Desde dezembro, foram realizadas dez audiências abertas a conselheiros, sócios e torcedores, promovendo um ambiente de debate sobre diversos aspectos da proposta. Inicialmente, a reforma tinha sua votação agendada para 24 de novembro de 2025, mas a falta de apoio para o texto apresentado em outubro gerou um adiamento.
Com a expectativa de apresentar o texto revisado após o Carnaval, a Comissão de Reforma Estatutária agora trabalha na conclusão do documento, refletindo as contribuições obtidas nas discussões anteriores. Essa revisão deve garantir que a proposta atenda tanto às demandas internas quanto externas, consolidando uma gestão mais inclusiva e moderna dentro do Corinthians.
O desenvolvimento desta reforma é crucial para o fortalecimento do clube em um cenário onde a participação dos associados e torcedores é cada vez mais valorizada. O sucesso desta iniciativa pode não apenas melhorar a governança do Corinthians, mas também revitalizar o engajamento da base social na gestão do clube.
747 visitas - Fonte: Tudo Timão