A ineficácia nas cobranças de pênalti se tornou um desafio recorrente para o Corinthians, que, nos últimos 11 exercícios, converteu apenas cinco das 11 penalidades a seu favor. O panorama se agrava na atual temporada, em que o clube não conseguiu aproveitar nenhuma das duas oportunidades de pênalti já concedidas no Campeonato Paulista, uma em partida contra o Santos e outra na derrota para o Palmeiras.
A escorregada de Memphis Depay na última cobrança, em um momento decisivo do clássico contra o Palmeiras, intensificou as preocupações sobre a eficiência nas penalidades, levando a comissão técnica a considerar mudanças táticas. Antes, Yuri Alberto era o principal cobrador, embora ele tenha convertido apenas um dos últimos cinco pênaltis que executou pela equipe, o que motivou a troca na responsabilidade de batidas.
Com a mudança, Memphis se tornou o novo batedor principal, mas sua estreia nessa função já se deu em uma situação crítica, o que gerou impasses na execução das cobranças. Em retrospectiva, a baixa taxa de conversão nos pênaltis se estende para a temporada passada, quando o time teve um total de nove pênaltis a favor e apenas cinco foram convertidos, evidenciando uma deficiência que precisa ser endereçada.
Não obstante essas dificuldades, o Corinthians demonstrou resiliência ao longo de 2025, não sendo eliminado em decisões por pênaltis. Apesar dos tropeços nas cobranças durante o ano, o time avançou na semifinal da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, o que ressalta uma certa capacidade de superar adversidades em contextos de pressão extrema.
O atual momento na tabela e o cenário da competição exigem uma avaliação cuidadosa da eficiência nas cobranças, especialmente em jogos equilibrados e clássicos, onde a gestão do elenco e a qualidade nas finalizações podem decidir os resultados. A continuidade das falhas nas penalidades representa um ponto crítico que o Corinthians deve ajustar rapidamente para se manter competitivo em 2026.
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