Cássio é mais do que o capitão do Corinthians , mais do que "apenas" um ídolo. É um jogador que está indo para a sua 13ª temporada com a camisa alvinegra e que, com tanta bagagem acumulada nesse período, conhece como poucos a panela de pressão que é o clube.
No ano passado, em fevereiro, o goleiro apontou que o Brasileirão 2023 seria um dos mais equilibrados dos últimos tempos e destacou a necessidade de reforços.
Mesmo assim, naquela janela, o Timão contratou apenas Matheus Bidu, Chrystian Barletta e Romero. Depois, no segundo semestre, ainda vieram Lucas Veríssimo e Matías Rojas, mas o clube também perdeu jogadores, como Róger Guedes, artilheiro na temporada.
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Cássio não foi ouvido e o resultado todos já sabem. Mais um ano sem títulos, com risco real de rebaixamento até a penúltima rodada do Brasileirão.
Agora, o enredo se repete, desta vez um pouco mais precoce e com falas ainda mais incisivas do goleiro. Estamos em janeiro, e o camisa 12 alerta sobre a necessidade de qualificar o elenco do Corinthians para a temporada.
O que Cássio diz não é nenhuma grande revelação, mas também não era no ano passado e foi ignorado.
Atualmente, o Corinthians não tem nem sequer um time competitivo, que dirá um elenco.
Cássio antes de Ituano x Corinthians — Foto: Marcos Ribolli
Cássio antes de Ituano x Corinthians — Foto: Marcos Ribolli
Empossada há menos de um mês, a nova diretoria alvinegra vem trabalhando para qualificar o grupo e esbarrando em dificuldades financeiras provenientes de uma série de erros de gestão.
O trabalho já seria árduo de qualquer forma, mas ficou ainda mais difícil pela decisão do clube de abrir mão de alguns atletas. Aqui não se discute se Gil, Giuliano e Renato Augusto, por exemplo, deveriam ou não continuar no elenco.
Trata-se apenas de uma constatação: houve mais saídas do que chegadas até agora. Foi uma escolha do Corinthians promover uma reformulação radical.
É aceitável o clube começar o Paulistão em meio ao processo de renovação, pelas circunstâncias internas e também pela pouca importância desse momento da competição. Porém, não se pode cair na armadilha de achar que há tempo de sobra para contratar. A janela de transferências fechará em pouco mais de um mês, em 7 de março, e depois só voltará a abrir em julho.
Se deixar para montar o elenco no segundo semestre, o Corinthians mais uma vez pode colocar tudo a perder.
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Com atraso, o clube foi bem em fechar a contratação de um executivo de futebol, Fabinho, ex-Flamengo. A chegada de um profissional para a direção gera a esperança de que erros cometidos ao longo das últimas semanas não se repitam ou sejam, pelo menos, minimizados.
As promessas da eleição de 2023 criaram enorme esperança na torcida do Corinthians para este ano. Não cumpri-las pode gerar uma frustração proporcional à expectativa.
É melhor ouvir o que Cássio tem a dizer...
?? Ouça o podcast ge Corinthians??
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