2/8/2020 09:01

Corinthians de Tiago ressurge à la Carille e busca quarta final seguida

O Corinthians saiu de uma situação em que estava quase eliminado para serum dos favoritos ao título do Paulistão. Atrás de um inédito tetracampeonato estadual na história do clube, o time alvinegro, que enfrenta o Mirassol hoje (2) em Itaquera por uma vaga na final, atingiu essa situação favorável por meio de uma solidez defensiva que tem sido marcante no Parque São Jorge nos últimos anos.



Depois da retomada do Campeonato Paulista, o Corinthians registrou 100% de aproveitamento e sequer sofreu gols. Primeiro, derrotou o Palmeiras por 1 a 0. Em seguida, fez 2 a 0 no Oeste, no jogo em que garantiu a ida às quartas. Para avançar, o time do técnico Tiago Nunes venceu o Red Bull Bragantino, equipe de melhor campanha na primeira fase, por 2 a 0.

O curioso é que, dentre os diversos argumentos para a contratação de Tiago Nunes, a diretoria corintiana valorizava justamente a agressividade das equipes que ele armou no Athletico-PR. Entendiam que havia um desgaste em torno de Carille e de suas ideias, notando certa insatisfação da torcida com um futebol mais controlado, fechado. Pois Tiago tentou dar ao Corinthians mais ideia e mais arrojo. Os resultados não vieram de primeira. Na retomada do Paulistão, já se viu uma equipe mais conservadora com a bola.

A solidez defensiva dos times corintianos bem-sucedidos tem sido uma característica predominante desde o fim da década passada, ainda com Mano Menezes. Foi mantida por Tite e por Fábio Carille, com uma ou outra alternância ofensiva —especialmente na conquista do Brasileirão 2015. Por meio da solidez defensiva, aliás, o clube vive a época mais vencedora de sua história, com 13 títulos em 12 anos.

No último capítulo dessa trajetória vitoriosa, o Corinthians viu a ascensão de um time que era considerado azarão, como acontece na atual temporada. O discurso naquela ocasião, com Carille no comando, era organizar inicialmente o setor defensivo para depois buscar um melhor desempenho ofensivo.

A estratégia voltou à tona com Tiago Nunes, que apostou na escalação de Danilo Avelar com zagueiro ao lado de Gil depois da saída de Pedro Henrique. Na lateral esquerda, optou pela entrada de Carlos, conhecido pela força defensiva. Completam o setor Cássio e Fagner, jogadores mais antigos do elenco.

Segundo o atacante Jô, que retornou ao clube em junho, mas que fez parte do time de Carille em 2017, Tiago se adaptou à mentalidade do clube, com força defensiva. No ataque, porém, o estilo é distinto àquele de três anos atrás.

"Com Fábio [Carille] a gente tinha um padrão de jogo, se defender muito bem e tentar jogar no contra-ataque explorando a característica de cada jogador, era visível. Tiago gosta que time jogue mais, que tenha mais coragem para jogar, sair jogando, tentar dar menos chutão possível, mas não abdica de defender, faz parte do futebol. E o Corinthians tem essa filosofia de time que toma poucos gols", disse o centroavante.

A vaga na final será disputada por Corinthians e Mirassol em jogo único. Um empate nos 90 minutos leva a decisão para os pênaltis. A final do Paulistão terá duas partidas, na próxima quarta-feira (5) e no sábado seguinte (8).



Corinthians, Tiago Nunes, Timão, Semifinal





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