21/9/2026 18:55
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Clubes brasileiros aprovam redução no limite de estrangeiros a partir de 2027
Clubes aprovam proposta da CBF para reduzir limite de estrangeiros para oito em 2027 e cinco até 2030, com cotas para a base; Flamengo e Bahia votaram contra.
A necessidade de conter a desvalorização dos jovens talentos nacionais provocou uma reviravolta de peso na sede da CBF nesta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, e coloca o planejamento de mercado dos clubes totalmente em jogo. Em votação acalorada entre as agremiações das Séries A e B, os dirigentes aprovaram a proposta da confederação para reduzir gradualmente o limite de atletas estrangeiros relacionados por partida a partir de 2027. A medida visa estancar a queda drástica de minutagem das crias da base no futebol brasileiro.
A nova resolução aprovada pelos cartolas reage a uma explosão no número de importações nos últimos anos. Atualmente, os elencos têm autorização para relacionar até nove atletas de fora por partida. Pelo novo cronograma, o teto cairá para oito em 2027, até alcançar o limite de apenas cinco em 2030. A redução em etapas foi desenhada para evitar prejuízos contratuais imediatos aos clubes que firmaram vínculos longos, mas não evitou atritos nos bastidores: Flamengo e Bahia contestam a mudança e foram os únicos a votar abertamente contra o texto.
— A necessidade de valorizar quem surge nos nossos centros de formação nos desafia a frear um movimento perigoso de envelhecimento dos elencos. A cúpula da CBF admite a importância de manter um campeonato competitivo, mas a preservação da matéria-prima do futebol pentacampeão nos cobra pulso firme. Não há nenhum acordo travado para fechar fronteiras, mas o levantamento interno mostra que a base começou a secar desde que abriram as portas sem critério. Sem espaço para o garoto jogar, a formação do país quebra — dispara uma fonte presente na reunião nos bastidores da entidade.
Para superar o impasse sobre o desenvolvimento das categorias inferiores, o pacote de exigências aprovado estabelece também uma revolução nas inscrições do Campeonato Brasileiro.
Já a partir do ano que vem, cada equipe poderá registrar até 50 profissionais, desde que pelo menos 20 tenham no máximo 23 anos.
A meta final para 2030 prevê uma divisão rígida de 50% no elenco: 25 atletas de idade livre e 25 com menos de 23 anos.
A intervenção da confederação é respaldada por números alarmantes.
A média de idade atual do Brasileirão atingiu a faixa dos 28,5 anos, patamar significativamente superior ao observado nas principais ligas europeias, a exemplo de Espanha (27 anos), França (26) e Itália (26,1). Para os analistas da CBF, esse envelhecimento acarreta queda de ritmo, menos intensidade e perda de competitividade técnica.
O estudo apresentado aos dirigentes revela que a curva virou bruscamente a partir de 2023, quando a permissão subiu para sete estrangeiros. Desde então, os minutos acumulados por gringos veteranos engoliram quase por completo o tempo de jogo dos jovens atletas brasileiros formados em casa.
Cientes de que as novas diretrizes redefinem completamente a política de contratações dos próximos anos, cartolas e comissões técnicas cobram adequações imediatas nas janelas de transferências. A CBF confirma a validade das novas cotas, determinada a frear o fluxo indiscriminado de estrangeiros e devolver espaço aos garotos do futebol nacional.
A nova resolução aprovada pelos cartolas reage a uma explosão no número de importações nos últimos anos. Atualmente, os elencos têm autorização para relacionar até nove atletas de fora por partida. Pelo novo cronograma, o teto cairá para oito em 2027, até alcançar o limite de apenas cinco em 2030. A redução em etapas foi desenhada para evitar prejuízos contratuais imediatos aos clubes que firmaram vínculos longos, mas não evitou atritos nos bastidores: Flamengo e Bahia contestam a mudança e foram os únicos a votar abertamente contra o texto.
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Postado por Enzo - 216 visitas - Fonte: Tudo Timão
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