20/9/2026 08:09

Corinthians vive crise financeira e Marcelo Paz admite dificuldades para trazer reforços

Com transfer ban de R$ 21,5 milhões e atraso em direitos de imagem, o executivo Marcelo Paz admite dificuldades do Corinthians para reforçar o time na Série A.

Corinthians vive crise financeira e Marcelo Paz admite dificuldades para trazer reforços
O preço da asfixia financeira cobrou uma fatura pesadíssima dentro das quatro linhas nesta temporada e coloca a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro totalmente em jogo. O Corinthians confirma que segue sob efeito de um rígido transfer ban imposto pelas entidades internacionais desde 21 de maio, impedindo o registro de novos atletas devido a dívidas acumuladas que atingem a marca de R$ 21,5 milhões — cenário que inviabilizou chegadas no meio do ano e afundou o clube em uma crise técnica sem precedentes.

A postura transparente da diretoria sobre o buraco financeiro reage ao descontentamento que tomou conta das arquibancadas após sucessivas eliminações em copas e a queda vertiginosa rumo à parte baixa da tabela. O diretor executivo de futebol, Marcelo Paz, contesta a ideia de que a cartolagem cruzou os braços, mas admite a gravidade da situação nos bastidores: não existe qualquer perspectiva a curto prazo para zerar as pendências e derrubar a punição da Fifa.

— A necessidade de reconstruir as finanças nos desafia diariamente a encarar uma realidade dura que muitos preferem fingir que não existe. A diretoria admite o incômodo por não conseguir trazer reforços, mas a saúde do clube nos cobra responsabilidade absoluta para não gerar novos rombos. Não há nenhum acordo travado para parcelar essas dívidas de forma mágica; priorizamos pagar salários em dia e abater mais de R$ 200 milhões de passivos já quitados este ano. O torcedor tem razão em cobrar futebol, mas sem sanear as contas a instituição quebra — dispara Marcelo Paz nos bastidores do Parque São Jorge.

A prioridade absoluta da cúpula alvinegra tem sido manter a folha salarial de carteira em dia, embora o executivo confirme que o clube já enfrenta o atraso de um mês nos direitos de imagem do elenco principal.

A contenção drástica gerou um forte impasse esportivo: após iniciar 2026 contratando sete atletas a custo zero e liberar nove peças da folha salarial, o Corinthians viu o banco de reservas definhar na reta decisiva do ano.

Para piorar o cenário nos bastidores, as baixas médicas de referências incontestáveis — a exemplo do centroavante Yuri Alberto — deixaram a comissão técnica sem margem para substituições à altura.

A falta de liquidez ainda foi impulsionada pelo fracasso nas metas de vendas projetadas para 2026. Segundo Paz, os clubes rivais e compradores do exterior farejam a urgência financeira alvinegra, apresentando propostas artificialmente baixas pelos talentos do clube.

Apesar de a diretoria sustentar o argumento de que a gestão já ergueu três troféus no intervalo de um ano, o momento imediato não concede espaço para paciência.

Cientes de que o abismo da zona de rebaixamento exige reação a curto prazo, líderes do grupo e torcedores cobram superação anímica para encarar o Fluminense neste domingo, na Neo Química Arena. O Corinthians confirma foco total em somar pontos dentro de casa para respirar no Brasileirão, enquanto a administração interna segue em malabarismos para manter a máquina funcionando.


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