A dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal pelo financiamento da Neo Química Arena voltou a ser objeto de questionamentos formais na Justiça. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um procedimento administrativo, conduzido pelo promotor Cássio Conserino, para apurar se houve erro nos cálculos de atualização do débito do estádio alvinegro.
A investigação teve início após a denúncia do perito Anísio Castelo Branco, CEO do Instituto de Perícia Investigativa. Com base em um dossiê feito a partir de documentos públicos, o especialista apontou inconsistências graves na aplicação de juros e multas sobre as parcelas do financiamento contratado em 2013.
O ponto central do inquérito é a forma como o débito foi corrigido. O perito constatou que a Caixa cobrou juros abusivos que variaram de 19% ao mês a surpreendentes 450% ao mês sobre as parcelas em atraso, gerando uma distorção financeira expressiva contra o clube do Parque São Jorge.
De acordo com o promotor Cássio Conserino, um possível equívoco promovido no ano de 2019 criou um acréscimo indevido de R$ 280 milhões que, corrigidos até agosto de 2026, chegam à marca de R$ 455 milhões cobrados a mais.
Embora tenha contratado R$ 400 milhões em 2013 e já tenha desembolsado cerca de R$ 600 milhões ao longo dos anos, o Corinthians ainda é cobrado por um saldo devedor de aproximadamente R$ 642 milhões. Contudo, a perícia indica que o panorama real pode ser totalmente oposto:
Procurada, a Caixa informou que não se manifesta por conta do sigilo bancário. A diretoria do Corinthians não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento desta matéria.
E você, torcedor corinthiano? O que acha da possibilidade de a Neo Química Arena já estar quitada por erro nos cálculos do banco? Deixe sua opinião nos comentários!
132 visitas - Fonte: TudoTimão