A Justiça de São Paulo invalidou o processo disciplinar instaurado pelo Corinthians contra seu vice-presidente, Armando Mendonça. A decisão evidenciou problemas processuais significativos, como a falta de imparcialidade e o acúmulo de funções por parte do então presidente em exercício do Conselho Deliberativo e da Comissão de Ética, Leonardo Pantaleão.
A investigação tinha como foco possível irregularidades relacionadas à gestão dos materiais esportivos fornecidos pela Nike. A sentença do juiz Antonio Manssur Filho, da 2ª Vara Cível do Tatuapé, apontou que a condução do caso não favorecia uma análise justa, comprometendo a posição de julgamento com interesses pessoais de Pantaleão.
O magistrado mencionou que a inadequação do rito processual adoptado, que poderia culminar na destituição de Mendonça, e a falta de um relator designado antes do prazo de defesa, caracterizaram falhas substanciais. Há também a ausência de documentação pertinente, como o prontuário cadastral do associado, o que evidenciou uma violação das normas estatutárias do clube.
Com a anulação do processo, o Corinthians agora possui a oportunidade de reiniciar a apuração sobre a gestão dos materiais esportivos. Para tanto, será necessário respeitar os protocolos e regulamentos internos, assegurando que a nova investigação não sofra das mesmas inconsistências que resultaram na nulidade anterior.
A expectativa agora gira em torno de como o clube conduzirá esse novo processo, garantindo a designação de uma autoridade sem conflitos de interesse, além de um relator pré-designado. A capacidade do Corinthians de gerenciar adequadamente essa situação é crucial para a manutenção da integridade institucional e para a estabilidade do seu ambiente interno.
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