O Corinthians atualizou os números do Regime Centralizado de Execuções (RCE) e revelou que já pagou R$ 16,4 milhões nos cinco primeiros meses do acordo. Apesar disso, a dívida aumentou de R$ 224,9 milhões para R$ 237,4 milhões, em razão dos juros e da inclusão de novos valores devidos a dois credores.
O maior credor do clube é o empresário Giuliano Bertolucci, com R$ 86,9 milhões a receber. Em seguida aparecem a RC Consultoria e Assessoria Esportiva Ltda (R$ 31,4 milhões) e a Talents Sports Ltda (R$ 24,5 milhões). Ao todo, o RCE contempla 40 processos judiciais envolvendo 23 credores.
Antes do início dos pagamentos, o Corinthians calculava a dívida em R$ 190,8 milhões. No entanto, já na quitação da primeira parcela, o valor havia subido para R$ 227,9 milhões. O plano homologado pela Justiça abrange processos cíveis, mas não inclui dívidas tributárias nem o financiamento da Neo Química Arena.
O clube terá dez anos para quitar o montante, com parcelas progressivas: 4% das receitas recorrentes no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro. A medida evita bloqueios recorrentes em contas bancárias, problema enfrentado pelo Corinthians nos últimos anos.
Osmar Stabile, presidente do clube, destacou em entrevista que o RCE é fundamental para dar previsibilidade financeira e permitir que o Corinthians reorganize suas contas enquanto cumpre os compromissos judiciais.
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