Na noite da última quarta-feira, o Conselho Deliberativo do Corinthians tomou a decisão de rejeitar o texto-base da reforma do estatuto do clube. A reunião, realizada no Parque São Jorge, também incluiu discussões sobre a aprovação de 15 alterações adicionais que estavam na pauta, o que gerou debates acalorados entre os conselheiros.
Durante a votação do texto-base, 153 conselheiros participaram, sendo que 93 votaram contra e 60 a favor. A divergência de opiniões foi evidente, principalmente sobre a viabilidade de discutir as modificações adicionais após a reprovação do texto principal, que era o foco central da reunião.
O presidente da sessão, Leonardo Pantaleão, manifestou que, em caso de recusa do texto-base, não deveria haver deliberação sobre as mudanças adicionais. No entanto, o conselheiro Rozallah Santoro argumentou a favor da votação dos itens extras, sugerindo que eles poderiam ser incorporados à gestão atual do estatuto.
Após a decisão de rejeitar o texto-base, iniciou-se uma nova discussão sobre a aprovação ou não dos 15 itens extras. Apesar da saída de alguns conselheiros, a maioria optou por seguir em frente com a votação, resultando em 79 votos a favor e 57 contra, o que permite que as propostas em destaque sejam analisadas pelo Conselho.
Com a aprovação de eventuais itens adicionais, eles poderão ser imediatamente integrados ao estatuto vigente. O conselheiro Romeu Tuma levantou uma questão de ordem, sugerindo que mesmo com a rejeição do texto-base, ele deveria ser enviado à Assembleia Geral dos Sócios, posição contestada por Felipe Ezabella, que afirmou que itens não aprovados não são elegíveis para votação em assembleias.
A reprovação do texto-base indica que ajustes são necessários antes de uma nova avaliação junto ao Conselho Deliberativo. O cronograma para essa reavaliação ainda não foi definido, mas a necessidade de revisões torna-se evidente no contexto da gestão do Corinthians.
126 visitas - Fonte: Tudo Timão