Na última segunda-feira, o Conselho Deliberativo do Corinthians deliberou sobre as contas referentes ao exercício de 2025, com um resultado final de 106 votos a favor da aprovação e 68 contra. O clube enfrentou um déficit expressivo de R$ 143,441 milhões e uma dívida bruta total que alcança R$ 2,723 bilhões, refletindo a situação financeira delicada da instituição.
A reunião foi marcada pela presença de 178 conselheiros e pela apresentação feita pela Diretoria Financeira, que incluiu uma análise detalhada dos números. O gerente financeiro negou-se a assinar um termo de responsabilidade, o que gerou um desdobramento interessante, já que o presidente do Conselho e outros diretores tomaram a iniciativa de assinar em seu nome, mas isso gerou uma advertência sobre a responsabilidade legal dos dados apresentados.
Durante a votação, o presidente do clube, Osmar Stabile, comentou sobre a transparência da gestão, enfatizando que a proposta foi elaborada de forma meticulosa, eliminando inconsistências. A crítica a um voto com ressalvas foi reiterada pelo presidente do Conselho, Leonardo Pantaleão, que destacou a necessidade de um posicionamento claro nas votações, para que a avaliação fosse completa e a realidade financeira do clube fosse devidamente considerada.
A auditoria independente que analisou as contas revelou fragilidades nos controles internos e detectou uma "incerteza relevante" que poderia afetar a continuidade operacional do clube. Apesar das ressalvas, a direção creditou a melhoria na renegociação de dívidas, como a redução de R$ 1,2 bilhão com a União para R$ 679 milhões, como um fator positivo que impactou os números apresentados.
Os questionamentos mais significativos giraram em torno da inclusão de uma transação tributária realizada com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A gestão do clube justificou essa inclusão argumentando que, embora o acordo formal tenha ocorrido em 2026, ele foi acordado em 2025, afetando diretamente os balanços financeiros de forma que prejudicasse a apresentação futura.
A distribuição de receitas e despesas operacionais mostrou que o Corinthians angariou R$ 810,126 milhões, enquanto suas despesas totais somaram R$ 885,354 milhões, resultando em um desempenho deficitário consolidado. Importante destacar que o saldo total da dívida bruta foi menor que os R$ 2,8 bilhões que o clube registrava até novembro de 2025, evidenciando um esforço em melhorar a situação financeira mesmo diante de desafios significativos.
Com um novo revezamento na presidência após o afastamento do ex-presidente Augusto Melo, a continuidade da gestão Stabile será decisiva para a caminha do Corinthians nos próximos anos. A necessidade de estratégias financeiras sólidas e uma gestão eficaz do elenco serão cruciais para o futuro competitivo do clube, num cenário onde ajustes e transparência são cada vez mais exigidos.
132 visitas - Fonte: Tudo Timão